A delegada Gabriela Stainle, da 5 ª Delegacia de Polícia, do bairro Piratininga, ouviu agora há pouco um rapaz que é o ex-cunhado do padeiro José Carlos Pratis, que foi encontrado morto na manhã de ontem (8), na Chácara do Bosque, na rua Crevelândia do bairro Guanandi II. Conforme a delegada Gabriela, o rapaz disse que soube que o José ameaçou a mãe e a irmã dele, e que no dia seguinte a briga foi até a casa da mãe do José para conversar com ele. No entanto, ele nega qualquer envolvimento na morte do ex-cunhado. "Ele disse que não está envolvido 'nesse rolo' e que não encontrou mais o ex-cunhado José Carlos", afirma. Depois de ouvido, o rapaz foi liberado.
No dia 31 de Janeiro um boletim de ocorrências foi registrado pela ex-esposa, que alega ter vivido com Pratis durante dez anos. Eles tiveram três filhos. O casal estava separado há cinco meses. Ela disse que foi agredida com socos e tapas no rosto, cabeça e braços e que também foi ameaçada de morte. A mãe dela foi defender a filha e acabou levando tapas nas pernas e braços. As duas moram na Vila Nhá Nhá. A ex-sogra de José informou que durante a agressão, ele ainda disse que iria voltar para terminar o que começou.
Segundo informações da assessoria da polícia, os dois filhos dela têm antecedentes criminais, sendo um de 25 anos, que tem passagem por crime de desobediência e outro de 26 anos, que tem passagens por ameaça e porte de arma de fogo. Um deles foi ouvido pela delegada.
O corpo de José Carlos Pratis foi encontrado pelo chacareiro Arguel da Silva, 47 anos, que estava colhendo abóbora, quando sentiu o mau cheiro e logo acionou a polícia. Próximo do corpo estava uma carteira caída no chão contendo documentos, dinheiro e o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV). A CRLV continha o endereço dele, que fica no bairro Piratininga. O corpo de Pratis estava em estado de putrefação e está no Instituto Médico Legal e Odontológico (IMOL), onde será feito o exame de necropsia. A polícia suspeita de morte natural ou homicídio.
