A família do eletricista Hemerson Fortkamp, 30 anos, está lutando para trazer o corpo dele que está em Lisboa. Ele é de nacionalidade brasileira e morava há oito anos com a mãe e duas irmãs no Portugal. Segundo a amiga do Hemerson, Maria das Dores , 70 anos, a morte dele é inacreditável. Há seis meses ele pedia para voltar para Campo Grande e viver na casa dos biza avós, Maria Firmino da Silva 88 anos e Luis Monteiro de 94 anos .
Ele morreu na noite de domingo (29), na saída de uma boate chamada Kapital. O rapaz estava com o primo quando foi agredido por uma mulher. Ela confessou para a secção de homicídios da Polícia Judiciária de Lisboa, que tacou uma garrafa de bebida na cabeça dele. A polícia suspeita que ele foi agredido por várias pessoas que estava no grupo da mulher.
A mulher que não teve o nome revelado disse que agiu por legítima defesa, depois de ter sido assediada. Disse também que foi apalpada na fila e que o namorado dela não tinha gostado. Conforme a idosa Maria das Dores, 70 anos, o custo para trazer o corpo dele é de seis mil euros. A Irma dele e a mãe Antonia Pereira, 45 anos, querem vim embora. Elas trabalham em um salão de beleza e querem largar tudo.
Ele era um jovem sonhador que não tinha coragem de matar uma mosca. Não era de briga e não tinha nenhuma passagens pela polícia. Estava ajudando R$ 3 mil para comprar a passagem para voltar e viver aqui em Campo Grande. Ele sempre ligava para os parentes. Fico pensando o que fez essas pessoas fazer aquilo. Só porque ele esbarrou na moça? Que isso. Queremos justiça, isso não pode ficar em branco, cita a amiga de Hemerson.
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