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Polícia Quarta-feira, 22 de Junho de 2011, 11:54 - A | A

Quarta-feira, 22 de Junho de 2011, 11h:54 - A | A

Disputa de racha teria matado mulher na Avenida Interlagos

Jefferson Gonçalves - Capital News (www.capitalnes.com.br)

A disputa de um racha entre dois veículos teria provocado a morte de Seila Maria de Oliveira Alfonso, 55 anos, em um grave acidente ocorrido no dia 11, na Avenida Interlagos, no bairro Vila Albuquerque, em Campo Grande. Em coletiva realizada esta manhã na Academia da Polícia Civil, a 4ª delegacia de Polícia Civil e o Instituto de Criminalística Hercílio Macellaro apresentaram os primeiros resultados sãs investigações do crime.

De acordo com o delegado Wilton Vilas Boas, responsável pelas investigações, os exames preliminares no local do acidente e nos veículos envolvidos na colisão, apontam para uma disputa de racha no trecho da avenida Interlagos. De acordo com os exames periciais nos veículos, foi constatado que tanto o Chevette, conduzido por Disney Diniz Bezerra, 33 anos e o GM/ Caravan, conduzido por Emerson Gonçalves Bureman, estavam em uma velocidade de aproximadamente 105 quilômetros por hora. As investigações apontaram que após os veículos se emparelharem em alta velocidade, o Chevette acabou tocando na traseira da Caravan, que por sua vez perdeu o controle da direção e se chocou violentamente contra a motocicleta conduzida Tony Vilmar dos Santos Oliveira, 47 anos e tinha como passageira a sua esposa, Seila Maria de Oliveira Alfonso.

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Diagrama apresentado na coletiva mostra a trajetória dos carros até a colisão contra a motocicleta
Foto: Deurico/Capital News

Com o choque, Tony foi arremessado para longe da motocicleta e Seila ficou presa ao pára-choque da Caravan, onde foi arrastado por 42 metros na via, parando após o veículo se chocar contra um pilar na calçada da avenida. O delegado Wilton Vilas Boas, responsável pelas investigações, informou que até o momento, o autor do Chevette é apontado como o causador do acidente. “A tese da investigação aponta o Chevette como o autor do acidente, porém a Caravan também estava com a velocidade muito acima do permitido” disse Wilton. O delegado também afirmou que até o momento está descartado pedido de prisão dos condutores dos veículos. “Pelas investigações não achamos necessário o pedido de prisão dos condutores. Mas após a conclusão dos laudos, eles serão indiciados por homicídio doloso simples por dolo eventual” disse o delegado.

O condutor da Caravan, Emerson Gonçalves Bureman, ficou gravemente ferido após o acidente e está internado na Santa Casa de Campo Grande, assim como o condutor da motocicleta, Tony Vilmar dos Santos. O condutor do Chevette, Disney Diniz Bezerra, fugiu do local sem prestar socorro ás vítimas, porém se apresentou à polícia, onde confessou ter participado do acidente.

Depoimentos incoerentes

Segundo o delgado Wilton Vilas Boas, a vítima e os autores já foram ouvidos, assim como testemunhas do acidente. Através dos depoimentos a polícia concluiu que os dois suspeitos se conheciam e momentos antes do acidente, estavam em uma festa próxima ao local na Avenida Costa e Silva. “Os suspeitos negam que tivessem disputando racha, mas assumem que estavam em uma festa e também o consumo de bebida alcoólicas, apesar de não ter sido feito o exame de alcoolemia” disse o delegado. Porém Vilas Boas informou que os depoimentos ainda apresentam incoerências nos horários, principalmente em relação à festa e o consumo de bebidas.

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O delegado responsável pelas investigações, Wilton Vilas Boas informou o indiciamento dos condutores pode passar de homicídio culposo para doloso
Foto: Deurico/Capital News

O perito criminal Valdson Rodrigues Gomes informou que a análise nos danos causados na lataria do Chevette aproxima a investigação para a ocorrência do racha. “Foram constatados danos na pintura e na própria estrutura lateral do veículo que indicam que o Chevette e a Caravan se tocaram várias vezes enquanto estavam emparelhadas. Como os exames nas marcas de frenagem no asfalto apontaram aproximadamente 105 quilômetros por hora na Caravan, pela lógica o Chevette também estava nesta mesma velocidade” concluiu o perito.

O caso segue em investigação. A polícia aguardará a conclusão dos laudos sobre os exames nos motores dos veículos onde será verificado se houve adaptação no veículo para que sua potência fosse aumentada para a disputa de rachas.


Por Jefferson Gonçalves - Capital News (www.capitalnes.com.br) 

 

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