Já estão em Campo Grande os computadores do policial federal Leonardo Lima Pacheco, 35 anos e da guarda municipal de 46 anos, envolvidos no tiroteio entre o policial federal e dois policiais militares, que provocou a morte do soldado da PM Sandro Alvares Morel, no domingo no município de Dourados.
Uma equipe do Instituto de Criminalística da Polícia Civil analisará os arquivos dos computadores e as conversas ocorridas entre a guarda e o policial federal, que seria um dos fatores que desencadearam no tiroteio envolvendo os policiais.
Na manhã de hoje o comandante da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Carlos Alberto David dos Santos informou que não houve nada de errado no fato da Policia Militar ter atendido a ocorrência que resultou na morte do policial Sandro Alves Morel.
O coronel explica que o acionamento da ocorrência foi feito pela guarda municipal por meio do 190 e os PM’s foram mandados para o local pelo Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), que segundo ele é a porta de entrada dos serviços que são oferecidos pela segurança pública, não só para a Polícia Militar, mas para bombeiros e Polícia Civil.
O coronel defende que os policiais estavam cumprindo uma determinação da segurança pública. “Não importa quem vai atender. Foi acionada pelo 190 e a população quer um resposta para isso”. Questionado sobre a defesa do policial, que teria declarado que o PM não se identificou como tal, o coronel lembra que não é o que foi dito pela guarda municipal: “Não é o que diz o depoimento da guarda municipal, que é a única testemunha do fato, que estava dentro do apartamento, junto com o PM e o policial federal. Ela declarou que o policial militar se identificou como tal”, concluiu.
O Caso
O policial federal Leonardo de Lima Pacheco, 35 anos, é acusado de matar Sandro e ferir José Pereira de Souza, 29 anos. Segundo a Polícia, Leonardo teria iniciado uma conversa com uma mulher pelo MSN, sem saber que a mesma era guarda municipal. Durante a conversa, o policial federal propôs manter relação com a guarda em troca de droga. A guarda municipal entrou em contato com a Polícia Militar (PM) e relatou o caso.
A guarda municipal, acompanhada por Sandro e José, foi até a casa do policial federal, que os atendeu normalmente. Entretanto, quando Sandro falou do que se tratava, Leonardo afastou e efetuou seis disparos a queima roupa contra o policial militar, que morreu no local. Após ouvir os disparos, José entrou no local e efetuou um disparo contra o policial federal, que foi atingido na barriga. Porém, o mesmo ainda conseguiu ferir José na perna.
Seguiu hoje para a capital os computadores do policial federal Leonardo de Lima Pacheco, 35 anos, e da guarda municipal de 46 anos. As máquinas foram encaminhadas à Campo Grande por uma equipe do SIG (Setor de Investigações Gerais) da Polícia Civil.
Os policiais vão analisar os arquivos dos computadores, principalmente, das conversas ocorridas entre a guarda e o policial federal, em que ela se passava por uma garota de programa e ele por um traficante. Ela acreditando na identidade, supostamente, falsa do policial federal acionou a polícia militar, que cedeu dois policiais do Serviço Reservado.
Durante ação ouve um tiroteio entre os policiais, o que resultou na morte do militar Sandro Alvares Morel, 36 anos, e no ferimento do policial federal e do militar José Pereira de Souza, 29 anos. Somente a guarda saiu ilesa.
Por Jefferson Gonçalves - Capital News (www.capitalnews.com.br)
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