Dentro de 20 dias deve estar finalizado o inquérito sobre a morte de um bebê no momento do parto em Ivinhema (cidade distante 283 quilômetros ao sul de Campo Grande). A informação é do delegado responsável pelo caso, Lupércio Degerone Lúcio, que adiantou ao Capital News que os médicos envolvidos serão indicados, a princípio, por homicídio doloso por dolo eventual.
São quase sete meses de investigações, já que a morte foi registrada em 23 de fevereiro. Segundo Lupércio Degerone, os atrasos se devem a demoras nas entregas de exames e laudos periciais, além da falta de contato com os envolvidos, já que ambos os médicos moram em Campo Grande e, após demitidos do Hospital Municipal de Ivinhema, alegavam dificuldades para deslocamento até a cidade do interior.
Foram ouvidas entre 15 e 20 pessoas em todo o processo, segundo o delegado. Elas apontam para a culpabilidade (com dolo) dos médicos.
A menina que se chamaria Mibsan Rodrigues Cabreira morreu quando por sofrimento agudo no parto interrompido por briga entre os ginecologistas Sinomar Ricardo, 69 anos, e Orozimbo Ruela, 42. Socos e pontapés foram trocados entre os dois enquanto a mãe estava em trabalho de parto. Cada um dos médicos se dizia no direito de realizar os procedimentos, mas, quando decidiram, a menina não resistiu.
Depois do inquérito enviado ao Ministério Público do Estado (MPE). A instituição decide se acusa os dois. Indo a júri, se considerados culpados, a pena pode ser de 3 anos a 10 anos de prisão.
Por: Marcelo Eduardo – (www.capitalnews.com.br)
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