Planejamento para antecipação de falhas pode trazer diversos benefícios
A manutenção preventiva passou de ser uma prática para apagar incêndios e se tornou algo essencial para empresas e pessoas. O conceito consiste em ações antecipadas para evitar problemas indesejados.
A falta de manutenção preventiva pode gerar desperdício de recursos e necessidade de força de trabalho exagerada. Segundo estudo da Plant Engineering, 88% das empresas da indústria utilizam a prática, mas 93% admitem ineficiência. O levantamento também aponta que 44% das fábricas dispõem de mais de 40 horas semanais somente para “manutenções em tempo real", com a intenção de manter a operação em andamento.
Entre diversos meios que necessitam de manutenção preventiva estão os automóveis, que requerem revisões, reparos e atenção constante para evitar acidentes e deslizes evitáveis.
O que é manutenção preventiva e quais são os objetivos
A prática consiste em um conjunto de ações planejadas para diminuir a possibilidade de falhas em equipamentos. Geralmente, manutenções preventivas têm escalonamento para serem aplicadas, seja em intervalos predeterminados, tempo, quantidade de uso ou ciclos de operações.
As respectivas ações ajudam a precaver prejuízos não planejados e consistem em atitudes, como inspeções, ajustes, substituições, inspeções, apertos de parafusos e limpezas, por exemplo.
Manutenção preventiva não significa manutenção corretiva. Pelo contrário, a precaução evita gastos e a necessidade de correções. Se executada de forma planejada, a prática pode propiciar economias e evitar desperdícios.
Os benefícios de ações de prevenção
• Menos paradas não programadas: intervenções antecipadas evitam falhas, garantindo continuidade da operação e prevenindo perdas e multas.
• Redução de custos: manutenções planejadas são, em geral, mais baratas que reparos emergenciais.
• Flexibilidade mercadológica: a antecipação de manutenção gera maior poder de negociação, bem como a noção da vida útil do equipamento.
• Previsibilidade orçamentária: facilita o controle financeiro e evita surpresas indesejadas no fluxo de caixa e no planejamento econômico.
• Segurança: equipamentos bem cuidados reduzem riscos para pessoas, empresas e equipes, além de contribuírem para o melhor proveito do equipamento.
• Produtividade: máquinas operam com melhor desempenho.
• Vida útil: previne desgaste excessivo e adia a necessidade de substituição de equipamentos.
E a manutenção preventiva de carros?
A manutenção preventiva relacionada aos carros é feita, em geral, nas revisões anuais ou a cada 10.000 km rodados. Ela é necessária para manter os veículos em bom funcionamento e evitar problemas.
“A manutenção preventiva é feita para que a manutenção corretiva não seja necessária. Quando quebra, sempre é mais caro”, disse Diego Riquero, chefe do centro de treinamento automotivo da Bosch, ao portal AutoPapo.
A manutenção preventiva de carros costuma ser dividida em dois grupos: itens de troca obrigatória e itens de inspeção obrigatória.
Entre itens de troca, entram componentes como óleo do motor, filtro de ar, pneus e velas, por exemplo. São peças e fluidos que possuem prazo de validade ou sofrem desgaste previsível com o uso. A substituição precisa ser feita sempre que o período ou a quilometragem recomendados forem atingidos.
Itens de inspeção obrigatória também se desgastam ao longo do tempo, mas de forma menos previsível. Componentes como embreagem, palhetas do limpador de para-brisa, buzina, cintos de segurança, bancos, estepe e luzes dependem de fatores como uso do veículo, condições de armazenamento e hábitos do motorista. O ideal, portanto, é realizar verificações periódicas e efetuar a troca quando houver sinais de perda de desempenho ou eficiência.
Por exemplo, em um modelo como o Peugeot 208, a manutenção preventiva indica que a troca de óleo costuma ocorrer entre 5.000 km e 10.000 km rodados ou após 6 a 12 meses de uso. O que acontecer primeiro.
O período ideal para trocas de cada peça ou ferramenta varia de acordo com modelos e características dos produtos.

