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Marco Eusébio Terça-feira, 01 de Maio de 2012, 11:00 - A | A

Terça-feira, 01 de Maio de 2012, 11h:00 - A | A

Matéria do Diário de Cuiabá sobre obras em Campo Grande gera revolta no vizinho MT

Marco Eusébio

Matéria do Diário de Cuiabá sobre obras em Campo Grande gera revolta no vizinho MT

Pagina do Diário de Cuiabá

Gerou polêmica na capital do vizinho Mato Grosso, matéria intitulada "Mirem-se no exemplo! Mesmo sem Copa do Mundo, Campo Grande já fez, em três anos, bem mais do que Cuiabá fará até a Copa" divulgada na edição de domingo (29) do Diário de Cuiabá. Nesta terça-feira, o site do jornal cuiabano diz que a matéria teve grande repercussão e gerou debates acalorados nas mídias sociais. "No Facebook, a capa da edição de domingo foi reproduzida pela página Domínio Jovem como mote para a convocação de uma mobilização contra a ´roubalheira`. ´Vamos acordar e nos mobilizar perante a roubalheira. Caso contrário, seremos chamados lá fora (...) de incompetentes pela passividade diante de tanta maracutaia`, disse a página. Até o final da tarde de ontem, a nota havia sido compartilhada 570 vezes e recebido mais de 200 comentários relacionados ao tema da reportagem", informa o diário.

Leia a íntegra da matéria assinada pelo repórter Rodrigo Vargas, enviado do Diário de Cuiabá a Campo Grande:


Três anos depois de perder para Cuiabá a indicação para sede pantaneira da Copa de 2014, a capital de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, cumpriu a maior parte das exigências de infraestrutura que haviam sido prometidas à Fifa antes da decisão.

No período, a cidade abriu mais de 100 quilômetros de novas vias, inaugurou sua nova rodoviária, concluiu o PAC 1, habilitou-se para o PAC 2, inaugurou um hospital de traumas, levou asfalto a 99% das linhas de ônibus e recuperou áreas de valor histórico.

Na semana passada, o prefeito Nelson Trad Filho (PMDB) assinou em Brasília o convênio para o PAC 2 da Mobilidade Urbana: R$ 180 milhões para a implantação de 58,7 quilômetros de corredores exclusivos para ônibus (o BRT).

“Tudo o que nós prometemos para a Fifa, e que competia ao município, vamos deixar pronto até 2014. Só não fizemos a reforma do estádio porque obviamente não havia necessidade”, relata João Antônio de Marco, secretário de Infraestrutura, Transportes e Habitação.

Em novembro passado, a cidade concluiu a última das quatro obras do PAC 1 (R$ 140 milhões), que incluiu investimentos em drenagem, pontes, pavimentação e implantação de ciclovias e dois parques lineares – acompanhando as margens dos córregos.

Enquanto em Cuiabá as obras do PAC 1 foram embargadas na Operação Pacenas, que prendeu inúmeras pessoas acusadas de corrupção, Campo Grande já se habilitou a buscar o PAC 2, que prevê investimentos de R$ 160 milhões para, entre outras obras, manejo de águas pluviais – um problema recorrente na capital sul-mato-grossense. “O horizonte para conclusão é de dois anos”, diz.

Entre as obras viárias concluídas desde 2009, uma delas chama diretamente a atenção de quem chega à cidade pelo aeroporto.

O acesso ao centro da cidade, antes realizado por uma via estreita e sinuosa, foi substituído por uma avenida duplicada, com três faixas de rolagem e uma ciclovia de quatro quilômetros.

Mais adiante, ao longo do traçado da antiga linha ferroviária, foi inaugurada no final de 2010 a Orla Morena, um parque linear com ciclovias, pista para caminhada e aparelhos de ginástica que se estende por 2,5 quilômetros.

Na Afonso Pena, a principal avenida da cidade, o governo do Estado bancou o recapeamento integral das duas pistas, além de sinalização e novos semáforos. O aspecto é o de uma via recém-inaugurada.

No parque das Nações Indígenas, tapumes cobrem a construção do Aquário do Pantanal, obra de R$ 84 milhões e 18 mil metros quadrados, projetada pelo arquiteto Ruy Ohtake.

Segundo o governo local, será o maior aquário de água doce do mundo, com mais de 260 espécies. O último levantamento do Tribunal de Contas, realizado no começo deste mês, apontou que 37% do cronograma físico da obra já foi cumprido.

Em toda a cidade, placas indicam a chegada de novos investimentos federais. O caminho, segundo De Marco, consistiu em apresentar “projetos consistentes”. “Tudo o que prometemos para a Fifa já estava em projetos prontos, não eram apenas desenhos de arquitetura”, relata.

Para o secretário, o volume de recursos obtido por Campo Grande desde 2009 mostra que ser sede da Copa do Mundo não é o único caminho para obter melhorias em infraestrutura.

“Não tiro a grandeza do evento e nem minimizo a oportunidade que Cuiabá vai ter em sediar uma Copa. Isso é algo único na história e não se repete mais. Agora, o fato é que não precisa ter Copa para você dotar a cidade da infraestrutura desejada”.

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Nascido em Santo André (SP) e radicado em Campo Grande (MS) desde a adolescência, Marco Eusébio é um dos mais experientes jornalistas de Mato Grosso do Sul. Com um estilo refinado e marcante de escrever, ficou conhecido como autor de uma das mais lidas colunas divulgadas em sites de notícias do estado. Agora em formato “in blog” amplia a comunicação com seus leitores através deste Portal www.marcoeusebio.com.br ativado no dia 29/2/2009.

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