A TV Globo anunciou no início da noite de ontem (01) o cancelamento do debate com candidatos à Presidência da República que seria levado ao ar após o Jornal Nacional. A decisão foi tomada depois que a ministra Estela Aranha, Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu a emissora de exibir o púlpito vazido de Lula, que não quis comparecer ao debate, o que levou o candidato Flávio Bolsonaro (PL) a anunciar nas redes sociais que também não iria "em função da censura imposta ao evento pelo TSE". No Supremo, o ministro Gilmar Mendes obrigou a TV a incluir o candidato Renan Santos (Missão) no programa, depois que, no dia anterior, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, alterou entendimento da própria Corte Eleitoral sobre contagem de parlamentares no Congresso e decidiu que Romeu Zema (Novo) teria o direito de participar. Ao anunciar o cancelamento do debate (leia no G1) a Globo lembrou que "tem longa tradição na organização de debates eleitorais" e que "as sucessivas decisões judiciais tomadas momentos antes da realização do debate causam insegurança jurídica e representam uma interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa tem de organizar os debates eleitorais". "Por essa razão, a Globo decidiu cancelar o debate desta noite", diz a publicação.
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