Na abertura da Assembleia Geral da ONU, hoje em Nova Iorque, Lula e Donald Trump fizeram discursos em direções bastante distintas. O presidente brasileiro abriu os discursos centrando su fala na soberania, na defesa da democracia e na rejeição à interferência externa, especialmente na América Latina. “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, afirmou, ao criticar ingerências em processos eleitorais e disputas por zonas de influência.
Lula também rejeitou a presença de forças estrangeiras no combate ao crime organizado e defendeu cooperação contra tráfico de armas e lavagem de dinheiro. Criticou ainda as guerras em Gaza e na Ucrânia e a atuação do Conselho de Segurança da ONU.
Segundo a discursar, o anfitrião Trump usou a tribuna para defender as ações militares dos EUA, inclusive na Venezuela, e voltou a dizer que poderá recorrer ao poderio militar para proteger interesses americanos no Hemisfério Ocidental. Também endureceu o discurso contra Cuba e comparou cartéis latino-americanos ao Estado Islâmico.
O contraste foi explícito: enquanto Lula falou em soberania, multilateralismo e cooperação, Trump destacou força militar, segurança e interesses estratégicos dos Estados Unidos. Dois discursos no mesmo púlpito e em idiomas diplomáticos diferentes.
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