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Um em cada quatro candidatos prestou o Exame de Ordem por quatro ou mais vezes para ser aprovado

Por Débora Ramos

Da coluna Educação e Carreira
Artigo de responsabilidade do autor

Estudo da OAB e FGV traz os números dos 28 exames realizados na década

Divulgação

ColunaEducaçãoECarreira

Nos últimos dez anos, da II edição (2010) até a XXIX edição (2019), apenas quatro em cada dez candidatos foram aprovados no Exame de Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na primeira tentativa. Somados, foram mais de 3,5 milhões de inscritos e mais de 660 mil aprovados nas 28 edições analisadas. Os dados são referentes à 4ª edição do estudo – Exame de Ordem em Números –, realizado pelo órgão em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).


Ao todo, apenas 61% dos candidatos inscritos foram aprovados. Deste total, 40% receberam a carteirinha da Ordem já na primeira tentativa, enquanto 22% prestaram a prova mais uma vez e 13% fizeram três vezes. Neste bolo, os 25% restantes participaram quatro vezes ou mais, sendo que 11% deles precisaram refazer o exame seis vezes.


O desempenho, no entanto, varia de acordo com a região do país analisada. No Sudeste, 61,4% dos participantes foram aprovados; no Sul, a taxa é de 64,5%, a mais alta registrada; e, no Norte, apenas 56,2% são aprovados. Centro-Oeste e Nordeste apresentam percentual de 56,9% e 62,8%, respectivamente.


Requisito essencial para exercer a advocacia, a aprovação no exame é vista por muitos como algo temeroso e difícil. Entretanto, segundo a OAB, a prova não é complexa e é elaborada seguindo os parâmetros essenciais para atender as exigências de mercado. Assim, os índices podem indicar uma baixa qualidade de ensino nas universidades de Direito do país.


No balanço, há a separação entre os aprovados e inscritos provenientes de instituições públicas e privadas. Nela, é possível notar que a maior parte dos candidatos vem das faculdades privadas, com 94% dos inscritos, perante 6% oriundos das universidades públicas. Contudo, o ensino gratuito aprova mais candidatos, com destaque para a Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto, a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) e a USP da capital paulista, que, em 2018 e 2019, foram responsáveis pelas maiores taxas de aprovação – todas acima de 65%.


Assim, os estudantes do 9° e 10° semestres da graduação e os bacharéis que pretendem realizar os exames devem estudar para OAB, a fim de revisar os conteúdos e minimizar qualquer eventual lacuna aberta durante o curso de Direito.

A prova é dividida em duas fases: na 1ª há 80 questões assertivas, que são divididas entre 17 disciplinas, como filosofia, direitos humanos e ética. Para passar para a próxima fase, é necessário acertar pelo menos 50% da prova. Na 2ª há quatro questões dissertativas de uma única matéria escolhida no momento da inscrição, além da elaboração de uma peça profissional por escrito. Para ser aprovado, é necessário atingir, no mínimo, o conceito 6.


“É importante lembrar que o exame unificado foi uma grande conquista da OAB, porque você tinha um padrão de exame heterogêneo no país, de exigências, de controle do sigilo da prova”, relembra Felipe Santa Cruz, presidente da OAB. “Houve um grande esforço do sistema da OAB, principalmente das seccionais grandes que controlavam os exames, nessa unificação nacional que agora, sob a organização da FGV, completa dez anos”, completa ele.

 

 

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