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Paulo Freire: 5 livros imperdíveis indicados por professores

Por Luisa Pereira

Da coluna Cultura
Artigo de responsabilidade do autor

Educador e filósofo brasileiro é referência internacional

Divulgação

ColunaCultura

O educador brasileiro Paulo Freire tem aparecido constantemente nos debates e nas discussões políticas. Mesmo que não seja unanimidade, o que nunca pretendeu ser, as obras e contribuições deixadas por ele são aproveitadas até a atualidade.


O Patrono da Educação Brasileira é reconhecido internacionalmente por seu legado na educação. O processo pelo qual ele é referência consiste, basicamente, no uso do vocabulário e conhecimento que os alunos já possuem, principalmente se forem jovens e adultos, para estimular a aprendizagem de leitura e escrita.


Com esse método, ele foi responsável pela alfabetização de 300 catadores de cana na cidade de Angicos (RN), em 1963, com apenas 40 horas de aula durante 45 dias. A época em que mais desenvolveu suas obras foi quando, em 1964, foi preso e exilado pela ditadura. Vivendo no Chile, criou suas teses e dissertações sobre a educação de jovens e adultos.


Pensando na importância cultural dos trabalhos desenvolvidos por Paulo Freire, um grupo de educadores separou cinco livros importantes do autor a pedido do portal Nova Escola. A lista pode servir como material de estudo para os alunos da faculdade de pedagogia e para quem busca mais informações sobre a área de estudo.

Educação como prática de liberdade (1967)
Escrito já quando Paulo Freire estava em exílio, reflete sobre um método de ensino que é ligado à vida cotidiana, que também aborda a parte política. Assim, ele se mostra contra a chamada “educação bancária”, em que o professor é completamente responsável e detentor da aprendizagem.
“Freire apresenta uma trajetória da construção do país, ressalta a ausência do povo nas grandes decisões e faz uma crítica à educação tradicional, falando da massificação e das possibilidades que a educação tem de libertar o homem”, afirma o professor de História João Paulo Pereira de Araújo.

Pedagogia do oprimido (1968)
Um dos livros mais conhecidos do autor, expõe a proposta de uma pedagogia com um nova forma de relacionamento entre professor, estudante e sociedade. Paulo Freire promove uma detalhada análise sobre o que ele chama de "colonizador" e "colonizado". Atualmente, este livro permanece como um dos que compõem a base da pedagogia crítica.

A importância do ato ao ler (1981)
A obra aborda a leitura e a escrita como formas de compreensão do mundo, através do entendimento político, diplomático e científico. De acordo com Diego Durães, professor de Língua Portuguesa, “o livro apresenta uma intensa discussão sobre as necessidades de se ensinar a ler na escola, ler com sentido, com referências, com contextualização e, sobretudo, ler para conhecer e mudar o mundo”.

Professora, sim; tia, não (1993)
O livro trata do papel do professor e da sua relação com a sociedade, principalmente quando se trata de mulheres lecionando. A obra faz uma crítica à forma como, a partir de uma nomenclatura, se compromete a autoridade e se mistura e confunde o papel do professor em sala. Visão patriarcal, paternalista, com um protecionismo exacerbado. A tia é aquela que permite, brinca, diverte e esporadicamente visita em um passeio”, explica a pedagoga Sunamita Silva de Oliveira.

Pedagogia da autonomia (1996)
Esta é a última obra publicada enquanto Freire ainda estava vivo. Ela contempla propostas e práticas pedagógicas que promovem a autonomia dos estudantes no processo educativo, e, deste modo, valorizam o repertório cultural de cada indivíduo. “Para ele, 'ensinar exige compreender que a educação é uma forma de intervenção no mundo'. Em sua obra, ele destaca que 'ensinar exige a convicção de que mudar é possível'. É preciso constatar, não apenas para saber como é, mas para transformar”, explicita o coordenador pedagógico Fabio Augusto Machado.

 

 

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