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Entenda como a neuroarquitetura pode estimular o bem-estar

Por Luisa Pereira

Da coluna Cultura
Artigo de responsabilidade do autor

Ciência aplicada a espaços é nova tendência do design

iStock

ColunaCultura

Os ambientes físicos influenciam o nosso bem-estar. Trabalhar dentro de uma sala mal iluminada e com teto baixo pode causar claustrofobia e diversos incômodos. Por outro lado, alguns monumentos arquitetônicos, como os edifícios projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer, proporcionam verdadeiro deslumbramento. Se você já visitou algum deles, é provável que conheça bem a sensação.

Passamos a maior parte de nossas vidas dentro de salas e prédios – cerca de 90% do tempo que ficamos acordados, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Por isso, é tão importante que nossa saúde física e emocional seja levada em consideração quando esses espaços são projetados. A neuroarquitetura analisa como os mais diversos ambientes podem ser construídos de forma a proporcionar bem-estar aos seus ocupantes.

A neuroarquitetura une duas áreas muito diferentes: neurociência e arquitetura. Seu objetivo é entender as respostas do sistema nervoso ao ambiente e aplicar essas descobertas em projetos de espaços que melhorem nossa disposição física e psicológica. O desafio é entender por que alguns locais estimulam ou desestimulam determinados comportamentos, e, com isso, projetar ambientes inteligentes, como um escritório menos estressante ou um quarto onde se pode dormir melhor, por exemplo.

Os projetos arquitetônicos influenciam o modo como as pessoas vivenciam um lugar – desde a distribuição do espaço, passando pela iluminação, até a cor das paredes. Se, antes, havia um forte apego ao senso estético, hoje, a neuroarquitetura está preocupada, sobretudo, com as pessoas. Os profissionais da faculdade de arquitetura e os neurocientistas trabalham juntos para criar lugares onde cada elemento é determinado pelas respostas neurais das pessoas.

Por causa da pandemia, as pessoas tiveram de ficar quase o tempo todo em casa. Com isso, cresceu o interesse por reforma e decoração de ambientes e também a curiosidade pela neuroarquitetura. Houve uma alta considerável nas buscas pelo termo em mecanismos de pesquisa. Neste momento, em que milhares de pessoas estão ansiosas e estressadas por conta da situação pandêmica, a neuroarquitetura pode proporcionar ambientes mais saudáveis, aumentando a produtividade e diminuindo o estresse.

A tendência da neuroarquitetura pode se tornar uma constante nos projetos arquitetônicos de agora em diante, pois é capaz de projetar cidades mais saudáveis e acolhedoras para os seus habitantes. Levando em conta que dois terços da população mundial viverão em ambientes urbanos até 2050, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a aplicação da neuroarquitetura no planejamento urbano pode resultar em cidades melhores.

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