Desde 5h desta quinta-feira (18), cerca de 60 % de todas as categorias de funcionários da área de saúde do Hospital Regional Rosa Pedrossian estão em greve. Eles reivindicam maiores salários e fazem a mobilização em resposta à negociação de segunda (15), em que o governador André Puccinelli (PMDB) ofereceu a incorporação do abono de R$ 150,00 além de um reajuste de 4,5 %, o que os servidores declaram insuficiente, após assembleia realizada ontem. A intenção é que a paralização atinja ainda hoje 70% dos funcionários.
Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social (Sintss), Júlio César das Neves, a greve é por tempo indeterminado até que o governador retome as negociações. Os funcionários de níveis fundamental, médio e superior estão em frente ao hospital, onde costumam “bater o ponto”, munidos de faixas e carro de som, conforme Júlio. Ele disse que “a intenção era paralisar tudo, mas a lei permite apenas 30%, portanto é isso que vai acontecer”.
O sindicalista afirma que a intenção dos servidores do hospital é que seja acrescentado 50% do salário e mais 15% de ganho real, ou seja, o servidor de nível fundamental que ganha R$ 436,00, ganharia R$ 704,00. O de ensino médio que ganha R$ 524,00, ganharia R$ 904,00.
Com a proposta do governador os servidores de nível médio, por exemplo, passariam a ganhar R$ 704,00, salário aceito pelos funcionários de nível fundamental. Conforme assessoria de imprensa do Sintiss hoje (18), às 12h, haverá uma assembléia como a de ontem para os funcionários do Centro de Hemoterapia e Hematologia de Mato Grosso do Sul (Hemosul), para que eles também respondam se concordam ou não com a proposta do governador. A assessoria informa ainda que em frente ao hospital regional há cerca de 300 pessoas participando da mobilização.
Por: Ana Maria Assis - (www.capitalnews.com.br)
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