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Política Quinta-feira, 25 de Março de 2010, 09:24 - A | A

Quinta-feira, 25 de Março de 2010, 09h:24 - A | A

Assembleia deverá votar projetos de reajustes mesmo com servidores estaduais insatisfeitos

Ana Maria Assis e Marcelo Eduardo - Capital News

Durante evento de entrega de viaturas na sede do Comando Geral da Polícia Militar, realizado nesta quinta (25), o assunto principal discutido com os políticos presentes ainda era a planilha de reajustes apresentada ontem pelo governo do Estado à Assembleia Legislativa. Presidente da Casa, o deputado Jerson Domingos (PMDB) afirmou que “compete à Assembleia votar e aprovar o projeto até o último dia deste mês, por que, se não, quem sofre o prejuízo são os servidores”.

Os projetos de reajustes do governador André Puccinelli (PMDB) preveem o aumento linear de 5% na folha, sendo que para algumas categorias, como o setor do administrativo da Secretaria da Fazenda (Sefaz), é um pouco maior, devido à correção de distorções. No caso da saúde, o mais polêmico, a folha ganha o acréscimo de R$ 75,00 a R$ 150,00, incorporado no salário, mais o aumento que chega a 7%.

Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social (Sintss), Julio César das Neves, o aumento não é satisfatório. Desde a semana passada que o movimento dos servidores da saúde pelo aumento de 75% do salário, entra em discussão com o governador. Conforme Jerson Domingos, em um dos dias de negociação o governador chegou a ficar “até ás dez da noite” tentando entrar em acordo com a categoria. Jerson argumenta que “teve um mês para discussão”.

Os petistas, como Pedro Teruel, reclamam que André deixou para entregar o projeto na “última hora”. Jerson defende o governador: “Sou deputado há 15 anos. Sempre foi assim. No outro governo também foi”, referindo-se à gestão de José Orcírio dos Santos (Zeca do PT).

Sobre a insatisfação dos servidores da saúde, Jerson afirma que a única saída é votar no projeto o mais breve. “Não compete a nós fazermos mudanças na mensagem do governador. Isso é inconstitucional”, argumenta o deputado.

Julio César afirma que a categoria ainda quer “derrubar a liminar” que suspendeu a greve, para assim fazer outra assembléia e decidir se a paralisação voltará pela insatisfação salarial ou não. “A partir do momento que o governador entrega a planilha, as negociações são encerradas. Então, nós resolvemos deixar do jeito que está e esperar para ver se conseguimos derrubar a liminar e fazer outra assembleia”, explica o líder do movimento.


Por: Ana Maria Assis e Marcelo Eduardo – (www.capitalnews.com.br
)

 

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