Para a senadora Marisa – que chegou a sinalizar que poderia disputar as eleições para governadora em 2010, acabando com o “casamento” entre PSDB e PMDB, ao não apoiar a reeleição de André –, os tucanos agora podem estar “reatando” o relacionamento.
“Por enquanto, nada está definido. O André continua não conversando com a gente, mas, tudo vai ter que ser decidido em grupo com os aliados [PSDB, DEM e PPS]. Nós temos essas duas possibilidades: candidatura própria ou apoio a André. Estamos jogando limpo com todo mundo. Minha impressão é que estamos voltando a reatar. Pode ser a volta do namoro”, diz. "A relação com André esfriou quando havia uma chance de ter aliança com o PT, mas, agora, não existiria mais", completa.
A parlamentar acredita que as filiações dos deputados estaduais Ary Rigo e Onevan de Matos, ex-pedetistas – declaradamente apoiadores da reeleição de André Puccinelli (PMDB) – não fariam com que os tucanos perdessem o foco de que, talvez, lancem candidatura própria. “Não há esse problema”, diz, de forma taxativa.
Rigo também diz que permanecerá com o que for decidido em conjunto. “Em princípio, defendo a candidatura de André, mas, se for inconveniente para o PSDB, eu fico do lado do PSDB.”
Indagada sobre o fato dos dois ex-pedetistas poderem tirar votos de outras lideranças dentro do PSDB, ela acredita que isso não seja possível. “Eles vão trazer, inclusive, mais pessoas para tentar saírem deputadas. Vão trazer mais gente para o partido.”
O presidente regional do partido, deputado estadual Reinaldo Azambuja, pré-candidato à uma vaga no Congresso Nacional em 2010, diz que também não crê que Rigo e Onevan retirem votos. “Ao contrário, podem ajudar ainda mais o partido.”
Onevan diz que vem “para somar e não para dividir”.
Por: Marcelo Eduardo – (www.capitalnews.com.br)
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