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Política Quarta-feira, 05 de Outubro de 2011, 10:06 - A | A

Quarta-feira, 05 de Outubro de 2011, 10h:06 - A | A

Ministro diz que cabe ao Congresso apontar alternativas para financiar saúde

Valdelice Bonifácio - Capital News (www.capitalnews.com.br)

Na opinião do ministro da Saúde Alexandre Padilha cabe ao Congresso “apresentar alternativas para financiar a saúde”.

A declaração foi uma resposta ao questionamento da imprensa da Capital sobre a regulamentação da Emenda 29 já aprovada na Câmara Federal.

A Emenda 29 fixa os percentuais mínimos que a União, os Estados e os municípios precisam investir anualmente em saúde.

Ao aprovar a Emenda, os deputados federais derrubaram o novo imposto destinado a financiar o setor, a Contribuição Social para Saúde (CSS).

Aprovada na Câmara, a Emenda segue agora para o Senado onde deverá ressurgir o debate sobre o financiamento da saúde.

Conforme o ministro, o governo já cumpre a Emenda 29, mesmo assim, o Congresso terá que encontrar uma fórmula para o financiamento da saúde.

“Agora, o Congresso vai ter que resolver (...) Cabe aos congressistas trazer uma alternativa para financiar a saúde pública”, disse o ministro durante entrevista coletiva no Centro de Convenções Rubéns Gil de Camillo, em Campo Grande, na noite de ontem, onde abriu a 7ª Conferência Estadual da Saúde.

Ao discursar no mesmo evento, o prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB) disse que 98% das prefeituras já cumprem a Emenda 29. “A saúde precisa de mais investimentos. Não dá para jogar tudo nas costas dos municípios”, disse.

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Prefeito da Capital Nelsinho Trad diz que área da saúde precisa de mais investimentos
Foto: Deurico/Arquivo Capital News

O governador André Puccinelli (PMDB) lembrou ter sido ele o relator da extinta Contribuição Por Movimentação Financeira, a CPMF, criada inicialmente para financiar a saúde, mas que teve a finalidade desviada e acabou derrubada pelo Congresso.

André é um dos governadores que defende nova fonte de financiamento da saúde, por acreditar, que estados e municípios terão dificuldades em arcar sozinhos com os custos da saúde pública.
Para o governador, o SUS é o melhor sistema de saúde no mundo.

Conforme André, o Estado deve investir neste ano algo em torno de R$ 430 milhões, em recursos próprios, no setor de saúde.

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