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Meio Ambiente Segunda-feira, 05 de Abril de 2010, 11:14 - A | A

Segunda-feira, 05 de Abril de 2010, 11h:14 - A | A

Mais de 270 mil hectares do Pantanal de MS viraram carvão, aponta levantamento do Ibama

Lucia Morel - Capital News

A produção de carvão vegetal para a indústria siderúrgica fez desaparecer nos últimos três anos cerca de 270 mil hectares de matas nativas do Pantanal de Mato Grosso do Sul. A estimativa é do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) do Estado. Toda essa área equivale a duas vezes o tamanho da cidade de São Paulo.

Os números foram levantados com base na demanda utilizada pelas indústrias entre 2007 e 2009 e também das informações sobre movimentação de cargas contidas nas guias do Documento de Origem Florestal (DOF).

"O avanço das carvoarias sobre as matas nativas, legalmente ou não, é uma séria ameaça à sobrevivência do Pantanal", afirma o superintendente do Ibama-MS, David Lourenço.  De acordo com Luiz Benatti, chefe de proteção ambiental do Ibama-MS, as indústrias carvoeira e siderúrgica são hoje duas das principais "indutoras do desmatamento" do cerrado.

Entre 2007 e 2009, segundo o Ibama, Mato Grosso do Sul movimentou 8,6 milhões de metros cúbicos de carvão vegetal, o que inclui o carvão importado do Paraguai. O auge foi o ano de 2007, com 4,5 milhões de metros cúbicos.

Em 2009, diz o Ibama, houve queda significativa na produção: 1,2 milhão de metros cúbicos. O órgão atribui o resultado à crise internacional e ao aumento na fiscalização.(Com informações do Blog do Noblat)

Por: Lucia Morel - (www.capitalnews.com.br)

 

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