A greve dos funcionários do Hospital Regional Rosa Pedrossian é considerada legal, já que 30 % dos funcionários continuam trabalhando. Pela manhã, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social (Sintss), Júlio César das Neves se reuniu com o diretor do hospital, Ronaldo Perches Queiroz para decidir como será feito a o controle do número de funcionários trabalhando.
Segundo o diretor do Hospital, todos os setores estão funcionando e a situação ainda está sob controle. “A nossa maior preocupação é com o bem estar dos pacientes, que por enquanto todos estão sendo bem atendidos”. No entanto, a reportagem do Capital News checou que o laboratório, onde são realizados todo os tipos de exames não está funcionando, o que acarretou problemas para mais de 100 pacientes.

Ronaldo Perches Queiroz, diretor do hospital, diz que a principal preocupação é com o bom atendimento dos pacientes
Foto: Ana Maria Assis/Capital News
A paciente Claudete de Fátima dos Santos, moradora de Dois Irmãos do Buriti disse que veio junto com mais 15 pessoas em uma van. Ela veio a fim de fazer exames como o de eletrocardiograma, mas que este foram todos cancelados. Ela reclama que terá que esperar todos serem atendidos para depois voltar para sua cidade, além de ter que remarcar para outro dia. "O pessoal que percebeu que não ia ser atendido foi embora pra casa de parentes, mas como os meus moram longe eu vou ficar por aqui mesmo esperando a van partir".

Claudete de Fátima dos Santos veio de Dois Irmãos do Buriti e vai voltar sem ter feito os exames
Foto: Ana Maria Assis/Capital News
Ronaldo Queiroz explicou que o Hospital possui 1.600 funcionários no setor de atendimento, e que com na greve 480 devem estar trabalhando nas áreas de internação. Nas áreas de situação crítica pelo menos 50%, conforme a lei, devem trabalhar. O diretor afirma que nenhuma cirurgia foi cancelada, e que ainda hoje serão realizada cerca de 15 procedimentos cirúrgicos.
O sindicalista explica que a sociedade não estava satisfeita com o atendimento no Hospital mesmo sem a greve, e que ela continua até que o Governador André Puccinelli (PMDB) volte a negociar. “Não é o diretor do hospital quem negocia salário, é o governador”. De acordo com ele, 100 % dos funcionários são a favor da paralisação.

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social (Sintss) e líder do movimento, Júlio César das Neves
Foto: Deurico/Capital News
Reivindicações
A categoria reivindica maiores salários e fazem a mobilização em resposta à negociação de segunda (15), em que o governador André Puccinelli (PMDB) ofereceu a incorporação do abono de R$ 150,00 além de um reajuste de 4,5 %, o que os servidores declaram insuficiente.
De acordo com o sindicalista, a intenção dos servidores do hospital é que seja acrescentado 50% do salário e mais 15% de ganho real, ou seja, o servidor de nível fundamental que ganha R$ 436,00, ganharia R$ 704,00, o de ensino médio que ganha R$ 524,00, ganharia R$ 904,00.
Na assembléia Legislativa da Capital, o líder do governo, deputado estadual Youssif Domingos comentou a greve no HR. “O governo não esgotou nenhuma negociação. O governador ainda está analisando os números. Poxa vida, vieram em uma reunião em um dia e no dia seguinte já declaram paralisação? Não sei se isso funciona mais, sinceramente”, disse o deputado.
Axé e pagode
Dentro do HR, o aviso nas caixas de som: “Devido à greve avisamos todos os funcionários que não será servida a refeição. Apenas para os pacientes internados”. Em frente o hospital o aviso no microfone do carro de som: “Por democracia foi decidido que todo mundo que vai ficar aqui até a tarde deverá comer pão com mortadela”. A voz é do líder da greve, o sindicalista Júlio César das Neves.
No repertório para passar o tempo e protestar, estão músicas estilo axé e pagode.(modificado às 16:08 para acréscimo de informações)

Servidores devem ficar até a tarde em frente ao hospital
Foto: Deurico/Capital News
Por: Nadia Nadalon-estagiária e Ana Maria Assis (www.capitalnews.com.br)
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