O motociclista Vinícius Rosa as Silva, 20 anos, morreu nesta manhã após colidir com um caminhão caçamba na avenida Melvin Jones esquina com a Beira Rio na divisa entre os bairros Oliveira I e Oliveira III, em Campo Grande.
O motorista do caminhão recebeu os primeiros atendimentos no local do acidente e foi até o Posto de Saúde da Coophavila. Ele teria fugido pouco depois de dar entrada na unidade de saúde.
Dentro do caminhão, foi encontrado um documento em nome de João Barreto, motorista da empresa Proteco, mas não há confirmação de que esta seja a identidade do condutor que atropelou o motociclista.
Policiais, peritos, bombeiros, o pai da vítima Clarindo Pereira, 47 anos, e outros familiares estão no local. Ainda não se tem detalhes da colisão, mas acredita-se que a vítima tenha se chocado na lateral direita do caminhão.
Vinícios que pilotava a motocicleta Titan verde HSW-4367, de Campo Grande-MS, foi parar embaixo de uma das rodas do caminhão caçamba, de cor amarela e placas AIR-0296 Campo Grande-MS, que, segundo populares, fazia serviços de melhorias no asfalto.

A avenida está em fase de construção e falta a sinalização
Foto: Deurico/Capital News
O rapaz teve um braço, parte cabeça e ainda uma perna totalmente esmagados pela roda do caminhão. As marcas de frenagem na pista alcançam, ao menos, 17 metros.
Vinícios era estudante de engenharia civil e trabalhava como almoxarife em uma empresa nas Moreninhas. Ele estava a caminho do serviço, por volta das 7 horas, quando o acidente aconteceu.
O pai da vítima chora muito e não conseguiu falar com a imprensa. O rapaz morava com a mãe no bairro União.
Um tio de Vinícios, Norberto Pereira 43 anos, disse que o sobrinho era habilitado e cuidadoso no trânsito. “Ele nunca tinha se envolvido em nenhum acidente. Eu mesmo andei na garupa dele. Era muito prudente, afirma.

O tio da vítima disse que o rapaz estava morando com a mãe e fazia faculdade de engenharia
Foto: Deurico/Capital News
Segundo ele, a família já pensa em organizar um protesto para exigir melhorias no tráfego no local do acidente. As avenidas ainda não estão prontas.
Não há placas de orientação e nem sinalização nas vias. Para populares, o ideal seria a instalação de uma lombada eletrônica.
O gerente de hotel Luiz Carlos Gonçalves, 36, trafega de moto duas vezes por dia no local para ir e voltar do trabalho. Ele chama atenção para falta de sinalização, mas também para a prudência dos motoristas.
“Eu ainda não considerava esta avenida perigosa. Pode ter sido falta de atenção de ambos”, opina.
O delegado Paulo Sá, da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitária, Depac, da Piratininga disse que o motorista era considerado evadido por ter deixado o local do acidente por conta própria sem informar a polícia.

O delegado Fábio Sá, disse que o caminhão deve ser encaminhado para a delegacia do Depac/ Piratininga
Foto: Deurico/Capital News
Contudo, ele soube que o motorista já teria sido localizado pela Polícia Militar, mas até a publicação desta matéria, tal informação não havia sido confirmada oficialmente.

Marcas de freio do caminhão; A perícia da polícia civil disse que foram 16 metros
Foto: Deurico/Capital News
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