O câmbio e os problemas com o clima foram as principais questões discutidas no painel sobre milho e carnes no evento da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BMF). O atual momento, segundo os especialistas, é de atenção às mudanças do mercado.
Diante de uma relação apertada entre oferta e demanda, o mercado está preocupado com o desenvolvimento da safra norte-americana de milho e da safrinha brasileira.
Nos Estados Unidos, o plantio do milho nas principais regiões produtoras está atrasado por causa do excesso de chuvas nas últimas semanas. Já por aqui, os produtores da região Centro Oeste, a exemplo de Mato Grosso Sul, começam a sofrem com a seca.
Em algumas regiões as perdas podem chegar a 40%. Com estoques menores e estimativas de quebra, a questão climática fica ainda mais importante. Assim, isto pode ocacionar uma levação nos preços para o produtor que necessita do produto para alimentar as criações, bem como no próprio cultivo e atendimento aos consumidores de diversas áreas da alimentação.
Com a alta nos preços dos grãos, a exemplo do milho e da soja, o setor de carnes é um dos mais atingidos. Isso porque os grãos são responsáveis por mais de 50% da ração animal. Outros meios atingidos podem estar a produção de óleo e derivados de todos os grãos.
Além disso, a desvalorização do dólar diante do real tem prejudicado as exportações brasileiras. (Com informações do portal do Agronegocio)
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