Na análise do professor Barros, ainda é cedo para concluir que a recente tendência veio para ficar. Para ele, seria surpreendente que os preços continuassem em queda, ou seja, que a tendência das ultimas semanas se mantivesse. Os fundamentos do mercado, ressalta, apontam para uma escassez relativa de commodities considerando a evolução da população e da renda mundial. “No período mais recente, aparentemente, os agentes passaram a acreditar numa retração nas economias desenvolvidas e emergentes em prevenção contra a inflação que vai se espalhando mundo afora. Sobre essa retração pairam dúvidas quanto a se ela virá realmente e se, em caso positivo, virá na intensidade necessária, que é grande e penosa.”
O movimento também recente de valorização do dólar – no Brasil e no mundo em geral – também contraria as expectativas. Na avaliação do coordenador científico do Cepea, os juros nos EUA continuam baixos comparados com os das demais economias importantes. Barros comenta que, embora os EUA venham gerenciando a crise, sabe-se que ela não foi superada e não vai desaparecer tão cedo. De qualquer forma, um aumento do dólar, por um lado, favorece o exportador (mais reais por dólar exportado), porém poderá contribuir para uma queda das commodities no mercado internacional (menor preço em dólar). Assim, o balanço final não é claro, pondera. “O mais provável é que um efeito compense o outro e o efeito líquido não seja grande.”
Outras informações podem ser obtidas com o prof. Geraldo Barros através do através do Laboratório de Informação do Cepea: 19-3429-8837 ou 3429-8836 ou [email protected]
• • • • •
• Junte-se à comunidade Capital News!
Acompanhe também nas redes sociais e receba as principais notícias do MS onde estiver.
• • • • •
• Participe do jornalismo cidadão do Capital News!
Pelo Reportar News, você pode enviar sugestões, fotos, vídeos e reclamações que ajudem a melhorar nossa cidade e nosso estado.

