Stephanes adiantou que os principais pontos do programa de incentivos serão preço mínimo, crédito e seguro. As outras condições, segundo o ministro, já estão dadas. Nesta semana, foi aprovado no Conselho Monetário Nacional o reajuste de 20% nos preços mínimos do trigo para a próxima safra. O limite do crédito rural para os produtores de trigo também foi ampliado e passou de R$ 300 mil para R$ 400 mil.
"O Brasil, que está produzindo 40% das suas necessidades de trigo, pretende, nessa próxima safra, lançar um programa de incentivo para voltar a produzir 60% de suas necessidades e, conforme a conjuntura mundial, continuar aumentando essa produção, já que o Brasil, no passado, por um período pequeno, chegou a ser auto-suficiente em trigo, ou seja, nós temos capacidade de produção", afirmou Stephanes, que participou da 30ª Conferência Regional da Organização da Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).
O ministro explicou que o país optou, há mais de duas décadas, por importar trigo, pois era mais barato e possibilitava fornecer o pão a um custo mais baixo ao consumidor. Atualmente, com os estoques do produto diminuindo e os preços subindo, o produtor brasileiro passa a ter mais oportunidades na produção do trigo. "O preço do trigo aumentou e hoje o Brasil consegue, em conseqüência disso, produzir trigo abaixo dos preços que o mercado internacional está cobrando", acrescentou.
No período de um ano, o preço da tonelada de trigo no mercado mundial subiu mais de 100%. No início de 2007, a tonelada do trigo custava US$ 208, mas este ano já passou de US$ 455. (Informações Agência Brasil)
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