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Rural Domingo, 30 de Outubro de 2011, 07:24 - A | A

Domingo, 30 de Outubro de 2011, 07h:24 - A | A

Governo de MS quer usar produção de mel para se apropriar da grife Pantanal

Valdelice Bonifácio - Capital News (www.capitalnews.com.br)

O governador André Puccinelli (PMDB) propõe que os apicultores de Mato Grosso do Sul agreguem a marca que indica “mel do Pantanal” como forma de criar identidade da qualidade do produto.

“A intenção do governo é que nos apropriemos da grife Pantanal, que essa seja uma marca dos produtos sul-mato-grossenses”, afirmou nesta semana ao inaugurar os espaços chamados de “Casa do Mel” em Nioaque e Guia Lopes.

Mato Grosso do Sul é hoje o lugar do País com maior potencial para aposta na produção do mel, segundo a Federação de Apicultura e Meliponicultura do Estado (Feams).

As condições naturais de florada agora ganharam incentivo estrutural, por meio de parcerias do Governo do Estado, Banco do Brasil, Prefeituras, associações municipais e a Federação.

Segundo o governador André Puccinelli, o governo vai retomar com o Banco do Brasil os projetos para financiar a instalação de mais dez unidades em diferentes municípios. A cidade de Jardim receberá sua unidade no mês que vem.

André Puccinelli destacou que é importante os apicultores agregarem a marca que indica “mel do Pantanal”.

Ainda que Nioaque não esteja oficialmente nos mapas do IBGE de municípios pantaneiros, o Zoneamento Ecológico-Econômico abrange essa faixa territorial como parte da bacia para ações de desenvolvimento.

Investimentos

Por meio da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), em parceria com as prefeituras e a Feams, o Estado investiu um total de R$ 361,6 na implantação de infraestrutura para beneficiamento e comercialização do mel produzido pelos apicultores de Jardim, Guia Lopes da Laguna e Nioaque, além do fornecimento de materiais utilizados no processo de extração e beneficiamento de mel.

Os recursos foram captados na Fundação Banco do Brasil, garantidos pela contrapartida estadual.

“As parcerias nesses projetos propicia que possamos fazer do mel uma fonte de renda - complementar ou principal - para os produtores. É por isso que além dessas inaugurações de hoje, vamos buscar com o Banco do Brasil a retomada de outros dez projetos de construção de Casas do Mel”, disse o governador.

Nioaque

A Casa do Mel para beneficiamento foi construída na Área Industrial, onde o Município cede terrenos para instalação de pequenas indústrias. Acompanhado do superintendente do Banco do Brasil, Luiz Alves Pordeus Junior, da prefeita Ilca Corral e do presidente em exercício da Agraer, José Alexandre Tranin, o governador conheceu detalhes da produção local.

Segundo o representante da Associação Nioaquense de Apicultores, Adão Rodrigues da Silva, a média anual de produção dos cerca de 30 associados é de 30 a 40 toneladas, em 1.000 caixas de cultivo.

“Temos aqui matéria prima excelente, como a sucupira. A época de florada agora na região é muito boa, está no pico”, explicou Silva. “Mas existe potencial para mais, oitenta, até cem toneladas”, completou o presidente da Feams, Gustavo Bijos.

Guia Lopes da Laguna

No município vizinho de Guia Lopes da Laguna foram construídas duas Casas do Mel – uma na área rural, para centralizar a extração, e outra de beneficiamento, na área urbana. A Associação de Apicultores congrega 15 sócios.

“Essa nova estrutura vai ajudar muito a agregar valor à nossa produção, que antes era bastante artesanal, funcionava mais na condição de cada produtor por conta própria”, comparou o presidente da entidade, Felipe Narvaez.

A expectativa é ver crescer a produção, que atualmente soma em torno de 350 a 400 caixas de cultivo, que geram oito toneladas de mel/ano.

O superintendente do Banco do Brasil, Luiz Alves Pordeus Junior, disse que participar de programas de incentivos como esse é parte do Programa de Desenvolvimento Sustentável da instituição, e que a disposição do governo e dos demais parceiros é que garante a concretização da iniciativa.

“É importante, porque são quatro parceiros (BB, Governo, Município e Associação) em uma ação que vai adicionar renda ao produtor”. Os recursos liberados via a Fundação BB são “não-reembolsáveis”, ou seja, não se trata de empréstimo.

(Com informações do governo do Estado)

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