A quebra não significa exatamente que a produção total vai cair porque pelo menos 30 novas usinas entrarão em operação a partir de abril do próximo ano, mas sim que a produção de cana por hectare será menor.
De acordo com Antonio Padua Rodrigues, diretor-técnico da entidade, o atraso nas chuvas é similar ao que ocorreu em 2004. "No ano seguinte a quebra foi de 4,5% e acreditamos que o mesmo deva ocorrer agora", afirmou. Ele ressaltou, entretanto, que a quebra poderá ser parcialmente compensada pelos novos canaviais nas áreas de expansão da cultura.
A estiagem teve ao menos o efeito positivo de produzir um aproveitamento 9% maior da moagem nos meses finais da atual safra, o que fez com que a Unica aumentasse a estimativa de processamento em 10 milhões de toneladas, ante o projetado anteriormente.
Mais álcool em 2008
Quanto ao destino da cana no próximo ano, Padua não adiantou números, mas afirmou que a safra será mais "alcooleira", como ocorreu em 2007, quando 55,3% da cana foram destinados à fabricação de álcool. "O perfil de produção deve ser mantido", disse. A produção de álcool hidratado, que vai direto no tanque, deverá continuar crescendo para atender mais 2,2 milhões de carros bicombustíveis que devem se juntar à frota já existente de 4,4 milhões de veículos.
Nas contas do diretor-técnico da Unica a produção pode chegar a 20 bilhões de litros no Centro-Sul com a entrada de 30 novas usinas em operação, com processamento médio de 700 mil toneladas cada uma. A maioria delas vai produzir álcool.
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