“A notícia é maravilhosa. Hoje temos o maior parque industrial voltado para exportações do País”, diz o presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Gado de Mato Grosso do Sul), Laucídio Coelho Neto, já visando retomar o prejuízo causado em quase três anos de restrições impostas pelo mercado europeu, um dos maiores compradores da carne bovina do Estado.
Segundo o criador, os prejuízos estenderam-se por toda a sociedade local, que praticamente depende da pecuária para sobrevivência financeira. “Não só os criadores sentiram a crise, todos, o comércio, a indústria”, afirma.
Exportações – Apesar de ter recuperado parte do mercado de países importadores nestes dois anos e nove meses, os criadores de Mato Grosso do Sul pretendem agora retomar tanto as posições de destaque nacional em exportações, quanto as vagas de trabalho que foram cortadas com a explosão da crise após os focos de febre aftosa que ocorreram em outubro de 2005 nos municípios de Eldorado, Mundo Novo e Japorã.
“Abre-se a janela para retornarmos a exportar. Alguns países como Rússia, Egito, Israel, Irã e Iraque já se anteciparam nas negociações conosco e já voltaram a importar, mas em outros tempos exportamos para mais de 150 países e queremos retomar”, prevê o presidente da Acrissul.
Ele confirma, ainda, a declaração do governador André Puccinelli dada hoje, de que com o status de área livre o Estado pode voltar ao quarto lugar do ranking de exportações de carne bovina do País.
“De posse do documento de reconhecimento vamos negociar com os importadores, paulatinamente”, pondera, alertando que a negociação vai ser feita de forma sutil, a partir da próxima safra. “Para a crise as coisas ocorrem de forma abrupta, mas para a retomada vai ser aos poucos”, finaliza.
Hoje Mato Grosso do Sul conseguiu reerguer as exportações de carne bovina e já é o 9º principal exportador de produtos de agronegócio no País. A participação na balança é recorde: 2,46%.
De janeiro a junho o Estado exportou US$ 831.322.081 em produtos agropecuários. O primeiro produto em ordem de importância é a soja em grãos, seguido pela carne bovina. Os negócios atingiram US$ 110.862.675, contando apenas a carne congelada, aumento de 302% em relação ao primeiro semestre de 2007. (Fonte: MS Notícias)
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