Desde de 1970, a produção na região cresceu 1.157%, saltando de 4,2 milhões para 49,3 milhões de toneladas. A atual maior produtora, a região Sul, observou um crescimento de 278% no mesmo período.
“O Centro-Oeste é líder nacional no cultivo de algodão, girassol, soja e sorgo e o segundo maior produtor de milho. Os estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, além do Distrito Federal, formam o segundo centro de produção do País. Na safra 1977/1978, era a penúltima produtora, à frente apenas do Norte”, declara Eledon Oliveira, gerente de Levantamento e Avaliação de Safras da Conab.
Um dos principais motivos pelo avanço da agricultura no Centro-Oeste são os preços das commodities agrícolas, o que valoriza a produção de grãos ao invés do desenvolvimento de pastagens. Atualmente, o Centro-Oeste brasileiro tem 15,1 milhões de hectares de área plantada, o que corresponde a três vezes a área cultivada no final da década de 70.
Outro ponto que sopra a favor da região é o desenvolvimento de novas técnicas de correção do solo, investimentos em armazenagem e a abertura de estradas. E mais um codjuvante importante tem colaborado nesse crescimento.
“A região é menos suscetível que o Sul e o Sudeste às estiagens e fenômenos climáticos, como o La Nina. Dessa forma, o clima também contribuiu para que a colheita atual fosse dez vezes maior que há 30 anos”, afirma Eledon. Mesmo com duas estações climática bem definidas – verão chuvoso e inverno seco – as oscilações de temperatura não costumam ser tão bruscas no Centro-Oeste como em outras regiões brasileiras. (Conjuntura On Line)
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