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Sábado, 21 de Maio de 2022, 13h:53
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“Doença celíaca não é mimimi” com esse slogan, mãe pede mais empatia

Daryce deixou a profissão para cuidar do filho com doença rara

Renata Silva
Especial para o Capital News

Arquivo pessoal

“Doença celíaca não é mimimi” com esse slogan, mãe pede mais empatia

Daryce e os três filhos: Maria Alice, Igor e Bento

Nas redes sociais a dona de casa, moradora de Corumbá, Daryce Silva de Souza de 35 anos leva informação aos desavisados de que, a doença celíaca não é frescura. Através de vídeos, ela conta a história do filho, Igor de Souza Papa, de oito anos, diagnosticado com a doença ha três.

 

A doença celíaca é uma reação exagerada do sistema imunológico ao glúten, proteína encontrada em cereais como o trigo. De origem genética, pode causar diarreia, anemia, perda de peso, osteoporose, câncer e até déficit de crescimento em crianças.

Arquivo pessoal

“Doença celíaca não é mimimi” com esse slogan, mãe pede mais empatia

Fotos do Igor sem e após consumir alimentos com glúten


O corpo de quem tem o problema não possui uma enzima responsável por quebrar o glúten. Como a proteína não é processada a pessoa começa a ter algumas reações desagradáveis como barriga estufada, gases, ânsia de vômito entre outros.

Assim que soube do diagnóstico, a rotina da Daryce mudou completamente. Mãe solo e com mais dois filhos, Bento de 10 anos e Maria Alice de 6 anos, a professora deixou a profissão para se dedicar exclusivamente a eles, em especial ao Igor. Na época, não sabia nada da doença, mas não demorou muito para entender que a falta de conhecimento, seria apenas um dos desafios.

“O cansaço diário de cuidar de 3 crianças integralmente não é fácil. Além disso, planejar as refeições do Igor. Quantas vezes dormi pensando no que ele levaria para a escola, na festa de aniversário de algum coleguinha”, desabafa.

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“Doença celíaca não é mimimi” com esse slogan, mãe pede mais empatia

Mãe com filho durante campanha Maio Verde

 

A Daryce conta que desde o diagnóstico, não foi mais a mesma pessoa, além da rotina, o emocional não é mais o mesmo. “É uma doença que mexe com a gente, a parte mental, então nem se fale, por muitas vezes me sinto sozinha e choro muito, penso como será a vida dele se eu morrer, como será quando ele crescer. Queria ter tempo e dinheiro pra fazer terapia”, declara.,

A mãe fala que encontra apoio nas redes sociais, vendo histórias de superação de outros celíacos, isso a motiva a fazer os vídeos e compartilhar. Segundo ela, o filho lida muito bem com a doença, lê rótulos e sabe o que pode ou não comer. “Só lamento que a doença não seja divulgada como deveria, é grave e pode levar a óbito” detalhou.

O mês de maio é o mês de Mês da Conscientização da Doença Celíaca, De acordo com a Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil (FENACELBRA), em torno de 2 milhões de pessoas são afetadas pela condição no país. Na intenção de conscientizar a população sobre a doença celíaca, foi criada a campanha Maio Verde.

O maior sonho dela é um dia poder levar o filho a um restaurante sem que ele passe mal. “Como eu queria que ele tivesse o prazer de ir numa hamburgueria, de comer uma pizza. Nada disso é possível! Em Corumbá não há locais apropriados para celíacos”. Finaliza.

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Mãe com filho durante campanha Maio Verde

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