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Vale da Celulose

Conectividade da Rota da Celulose pode beneficiar mais de 23 mil produtores em MS, aponta Verruck

Infraestrutura digital pode fortalecer produtores rurais e acompanhar a diversificação produtiva da região, afirma Jaime Verruck

Anderson Ramos Lino
Capital News

Arquivo/Mairinco de Pauda

Jaime Verruck em uma das palestras em que abordou a infraestrutura em Mato Grosso do Sul

Jaime Verruck em uma das palestras em que abordou a infraestrutura em Mato Grosso do Sul

A ampliação da conectividade digital ao longo da chamada Rota da Celulose pode trazer impactos para produtores rurais, empresas e comunidades localizadas próximas às principais rodovias da região leste de Mato Grosso do Sul. O projeto prevê cobertura 4G em aproximadamente 870 quilômetros de rodovias concedidas, conectando áreas entre Campo Grande, Três Lagoas, Santa Rita do Pardo, Bataguassu e Nova Alvorada do Sul.

A avaliação é do economista e doutor em Desenvolvimento Jaime Verruck, que destaca a infraestrutura digital como uma ferramenta capaz de ampliar a segurança, facilitar a comunicação e criar condições para o uso de novas tecnologias no campo.

“A conectividade digital vai beneficiar os distritos e municípios, representando também segurança. É Mato Grosso do Sul aliando concessões com digitalização. Com certeza foi um grande passo no Caminhos da Celulose”, afirmou Verruck.

A parceria entre a concessionária Caminhos da Celulose e a TIM Brasil prevê a instalação de novas antenas e a modernização da infraestrutura de telecomunicações ao longo das rodovias BR-262, BR-267, MS-040, MS-338 e MS-395.

 

Divulgação/ Portal MS

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Sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta permite combinar diferentes atividades produtivas

Segundo a concessionária, a iniciativa deverá alcançar 22 municípios e 37 distritos, além de beneficiar escolas, unidades de saúde e usuários das rodovias. Para o setor produtivo, a conectividade pode facilitar o acesso a sistemas de gestão, comunicação com fornecedores e compradores, monitoramento de máquinas e propriedades e utilização de ferramentas de agricultura de precisão.

Outro efeito esperado está relacionado à segurança. A ampliação da cobertura de telefonia móvel pode reduzir o tempo de comunicação em situações de emergência e contribuir para ações de atendimento e fiscalização nas rodovias.

Tecnologia acompanha expansão econômica

Para Verruck, a implantação da infraestrutura digital ocorre em uma região que passa por um processo de transformação da base produtiva. Um dos exemplos citados é Ribas do Rio Pardo, município que nos últimos anos ganhou destaque com a expansão da cadeia de celulose e de outras atividades econômicas.

Segundo o economista, a diversificação produtiva é importante para reduzir a dependência de uma única atividade e ampliar as oportunidades de emprego e renda. Entre as estratégias destacadas está a integração lavoura-pecuária-floresta, modelo que permite combinar diferentes atividades produtivas na mesma região.

“Isso é importante porque mostra que o município já possuía disponibilidade territorial, base florestal, fornecedores, experiência produtiva e políticas voltadas à diversificação e à agregação de valor”, explicou.

A expansão das florestas plantadas também passou a dividir espaço com novas atividades, entre elas a citricultura. Em Ribas do Rio Pardo, um dos principais projetos do setor em implantação prevê mais de 5 mil hectares destinados à produção de laranja industrial, com investimento superior a R$ 1 bilhão e estimativa de aproximadamente 950 empregos na fase de maior demanda. 

Divulgação/Fiems

Suzano

Industria da Suzano em Ribas do Rio Pardo

Ribas do Rio Pardo como exemplo

A expansão da citricultura é apontada como mais uma etapa do processo de diversificação econômica do município. A atividade pode aproveitar áreas anteriormente destinadas à pecuária de baixa produtividade e, ao mesmo tempo, criar uma nova cadeia de fornecedores, serviços e mão de obra.

Durante visita a uma área destinada à produção de laranja no município, Verruck destacou a entrada da nova cultura como parte de um movimento mais amplo de diversificação da economia estadual.

“É Mato Grosso do Sul com diversificação da base produtiva, uma nova cultura entrando no Estado e avançando, gerando emprego e diversificação econômica. É assim que a economia se desenvolve”, afirmou.

Nesse cenário, a conectividade das rodovias passa a integrar uma infraestrutura que vai além do transporte de cargas. Para os produtores rurais localizados no entorno da Rota da Celulose, a disponibilidade de sinal de telefonia e internet pode facilitar o acesso a informações, serviços digitais e tecnologias aplicadas à produção.

A combinação entre logística, conectividade e diversificação produtiva reforça a transformação econômica da região leste de Mato Grosso do Sul, que reúne uma das principais concentrações de investimentos em florestas plantadas e celulose do Estado e, ao mesmo tempo, amplia a presença de novas atividades no campo.

Verruck, que é economista, doutor em Desenvolvimento e ex-secretário de Desenvolvimento de Mato Grosso do Sul, atualmente é candidato a deputado federal pelo Republicanos.

Divulgação/Suzano

Unidade da Suzano em Ribas do Rio Pardo - Florestas Eucalipto -  Mato Grosso do Sul

Unidade da Suzano Florestas Eucalipto - Mato Grosso do Sul

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