O Governo Federal deu, no fim de 2025, um passo estratégico para tornar a Rota Bioceânica mais competitiva. Com a aprovação do Decreto Legislativo nº 267/2025 e a ratificação assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil passou a integrar oficialmente a Convenção Aduaneira TIR, que simplifica o transporte internacional de mercadorias.
Para o Governo de Mato Grosso do Sul, a adesão ao sistema TIR é fundamental para viabilizar plenamente a Rota Bioceânica, que ligará o Centro-Oeste aos portos chilenos de Iquique, Antofagasta e Mejillones, passando por Paraguai e Argentina. “A ratificação elimina um dos principais gargalos não físicos da rota. O sistema TIR garante agilidade, segurança jurídica e coloca o Brasil em igualdade de condições com Argentina e Chile”, avalia o secretário Jaime Verruck, da Semadesc.
Na prática, a Convenção TIR funciona como um “passaporte de cargas”. Os caminhões são lacrados e inspecionados principalmente na origem e no destino, com menos exigências nas fronteiras intermediárias. O modelo reduz o tempo de travessia e os custos logísticos, além de permitir o envio eletrônico antecipado de informações às aduanas.
A Rota Bioceânica poderá reduzir em até 15 dias o acesso das exportações brasileiras ao mercado asiático. Enquanto avançam obras como a ponte binacional entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta e o centro aduaneiro na BR-267, autoridades trabalham na integração dos sistemas de fiscalização. “Com a infraestrutura pronta e a Convenção TIR aplicada pelos países envolvidos, teremos um corredor logístico de referência entre a América do Sul e a Ásia”, conclui Jaime Verruck.
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