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Executivo Domingo, 28 de Dezembro de 2025, 09:25 - A | A

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Fim de Ano

MAPA consolida agenda sustentável e inovadora na agricultura em 2025

Balanço do Ministério da Agricultura mostra avanços em clima, inovação, territórios rurais e cadeias produtivas em todo o país

Elaine Oliveira
Capital News

O balanço das ações da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em 2025 revela um conjunto amplo de entregas que consolidou políticas públicas voltadas a uma agricultura mais sustentável, inovadora e alinhada ao desenvolvimento territorial. As iniciativas executadas ao longo do ano fortaleceram a produção rural em diferentes biomas, ampliaram a governança climática, estruturaram novos instrumentos de inovação, conectividade e bioeconomia e impactaram diretamente agricultores, cooperativas, instituições de pesquisa e territórios rurais em todo o Brasil.

“O que entregamos em 2025 foi a consolidação de uma política pública que conecta sustentabilidade, inovação e território. A SDR ajudou a reposicionar a agricultura brasileira no centro da agenda climática global, sem abrir mão de produtividade, inclusão e desenvolvimento regional”, afirmou o secretário Marcelo Fiadeiro.

Na agenda climática, o Plano ABC+ passou por reorganização nacional, ampliou a participação dos estados, fortaleceu o monitoramento e ganhou novos instrumentos de transparência, como painéis públicos, o Painel de Metas de Mitigação e Adaptação e o Sistema de Informações do Plano ABC (SIGABC). A Comissão Executiva Nacional do plano foi atualizada e iniciou a revisão das diretrizes até 2028. O Pronasolos retomou sua governança e entregou o Plano de Ação 2026. A SDR também teve papel central na construção e aprovação do Plano Clima para o período de 2025 a 2035, após articulação entre governo, setor produtivo e área ambiental.

A COP30, realizada em Belém, marcou a maior inserção da agricultura brasileira na história das conferências climáticas. A SDR contribuiu para a estruturação da AgriZone, maior espaço temático já dedicado à agricultura sustentável em uma COP, reunindo debates sobre metano, rastreabilidade, fertilizantes, financiamento climático, comércio internacional e agricultura de baixo carbono. Ao todo, o Mapa participou de 112 atividades, e a AgriZone recebeu mais de 24 mil visitantes, 46 delegações internacionais e 350 eventos. Compromissos aprovados na UNFCCC incluíram metas de financiamento climático de US$ 1,3 trilhão por ano até 2035 e indicadores específicos para a agricultura.

Nos territórios rurais, o Plano Nordeste +Sustentável ampliou ações de qualificação, assistência técnica e fortalecimento de cadeias como leite, mel, fruticultura, avicultura, piscicultura e caprinovinocultura. Já o Plano Amazônia +Sustentável avançou para a fase de execução direta, com expansão de sistemas agroflorestais, incentivo à bioeconomia, certificações e integração entre estados, pesquisa e organizações locais.

O setor florestal ganhou novos instrumentos com o fortalecimento do Programa Floresta +Sustentável, a atualização do Plano Nacional de Florestas Plantadas e o avanço da Rede Floresta+, voltada à recuperação de áreas degradadas, reflorestamento e economia de base florestal. A SDR também coordenou projetos apresentados a fundos internacionais, como o Fundo Verde para o Clima e o Fundo Global para o Meio Ambiente.

Na inovação e conectividade, quinze estados avançaram na Rede Nacional de Ecossistemas de Inovação, a plataforma Mapa Conecta foi lançada e o projeto Rural+Conectado captou recursos que somam R$ 300 milhões para ampliar infraestrutura digital no campo, com destaque para a região Nordeste.

Na agenda de recursos genéticos e biodiversidade, a política RGen+ criou a Rede Nacional de Adaptação Climática e Agrobiodiversidade (READAPTA), com previsão de R$ 100 milhões em investimentos, além de capacitações e diretrizes para conservação e pesquisa. Na cacauicultura, a Ceplac ampliou ações em sistemas agroflorestais, manejo e melhoramento genético, com destaque para projeto apresentado ao Fundo Verde para o Clima.

O fortalecimento das cadeias produtivas incluiu a ampliação do Selo Arte, com 778 novos selos emitidos em 2025, avanços na Produção Integrada, novas Indicações Geográficas, ações do Agro+Cooperativo, do +Leite Saudável e da Plataforma Agro Brasil +Sustentável, que superou 40 mil acessos. A produção orgânica também avançou com fiscalização, campanhas educativas e estímulo ao crédito rural.

O balanço de 2025 evidencia uma atuação integrada da SDR, conectando política pública, ciência e território, e lançando bases para uma agricultura brasileira mais resiliente, conectada e sustentável, capaz de enfrentar os desafios climáticos e ampliar oportunidades no campo.

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