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Polícia Terça-feira, 14 de Janeiro de 2014, 17:47 - A | A

Terça-feira, 14 de Janeiro de 2014, 17h:47 - A | A

Mulher agredida por companheiro no Estrela do Sul quer que homem se trate para sair das drogas

Juliana Rezende - Capital News (www.capitalnews.com.br)

Romilda Derrupato, de 40 anos, informou à Polícia que o companheiro é dependente químico e prefere que ele se trate para livrar-se do vício ao invés de ser preso. Na tarde dessa segunda-feira (13), o companheiro dela, Ulisses Aparecido Barbosa, 50, a agrediu e quebrou objetos da casa onde eles moram, no bairro Estrela do Sul, em Campo Grande. Ulisses também ameaçou Romilda de morte. A Polícia Militar foi acionada para socorrer a vítima e o homem, armado com uma faca e um martelo, chegou a investir contra os policiais, mas acabou sendo atingido por um tiro na perna. Ele foi encaminhado para a Santa Casa de Campo Grande, onde permanece internado para fazer uma cirurgia.


O casal está junto há 15 anos e tiveram dois filhos. A união é marcada por desentendimentos, que segundo a mulher, são agravados quando Ulisses se droga. Desde 2011, o homem tem passagem pela polícia. Este ano, no dia 12, um boletim policial foi registrado contra ele por lesão corporal dolosa e ontem (13), por causa das agressões cometidas contra à mulher, outra queixa foi feita na delegacia, dessa vez ameaça e violência doméstica.


Segundo informações da Polícia Civil, em julho de 2012, a PM foi acionada para remover Ulisses de dentro de um motel. Ele teria entrado sozinho no local por volta das 11h da manhã para usar drogas. No decorrer do dia, às 19h, funcionários do local tentaram entrar em contato com ele, mas Ulisses declarou que não iria sair, pois não tinha dinheiro para pagar a conta. No caso, ele pediu que a mulher fosse chamada para ir até ele. Ainda de acordo com Polícia, Romilda foi ao motel, pegou um cartão com o companheiro e saiu para sacar dinheiro e assim pagar a conta de Ulisses.


A delegada Rosely Molina, da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (DEAM) alerta as vítimas que, embora com receio, denunciem seus agressores, pois o trabalho da delegacia é diuturno, existindo um padrão de atendimento, com pessoal treinado e especializado para tanto. A delegada ainda ressalta que “As mulheres devem ter consciência que possuem direitos e que estes direitos devem ser respeitados”.

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