Morreu na noite de ontem, por volta das 18 horas, na Santa Casa de Campo Grande, a indígena Lurdivani Pires, 28 anos. Ela estava internada há 79 dias no hospital depois de sofrer um atentado no município de Miranda, a 203 quilômetros de Campo Grande.
A indígena, moradora da aldeia Babaçu, estava voltando da escola em um ônibus escolar, durante a noite, quando o mesmo foi atacado com pedras no momento em que se aproximava das aldeias. Além das pedradas, os autores ainda incendiaram o ônibus, queimando 70% do corpo de Lurdivani.
O caso foi registrado como Explosão Qualificada e Lesão Corporal de natureza grave. Entretanto, a polícia não descarta a tentativa de homicídio e também a possibilidade de um conflito interno entre indígenas. A Polícia Federal (PF) solicitou à justiça de Mato Grosso do Sul a prorrogação do prazo para a conclusão do inquérito. Outras três vítimas foram encaminhadas em estado grave na Santa Casa de Campo Grande, mas apenas Lurdivani continuava internada.
