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Polícia Quinta-feira, 12 de Setembro de 2013, 10:30 - A | A

Quinta-feira, 12 de Setembro de 2013, 10h:30 - A | A

Mãe de Luana pede punição para adolescente que esfaqueou a filha na porta da escola

Samira Ayub - Capital News (www.capitalnews.com.br)

Esta quinta-feira (12) seria um dia de alegria e festa para a família da pequena Lara Mariana, que completa um ano de idade hoje. Mas, o dia ficou marcado pela dor da separação entre mães e filhas. Sua mãe, a adolescente Luana Vieira Gregório, de 15 anos, morreu ontem após uma briga na porta da escola; para Katiúscia, mãe de Luana, o Brasil precisa ter leis mais severas e espera punição para a adolescente que esfaqueou Luana na porta da escola.

Durante o velório do corpo de Luana, nesta quinta-feira, na Funerária Campo Grande, muita emoção. Familiares e amigos choram a perda de uma adolescente tranquila e que amava cuidar da filhinha de um ano. Mãe aos 14 anos, Luana já havia marcado para o próximo sábado a comemoração do aniversário da pequena Lara.

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No velório da adolescente, amigos e familiares lamentam a perda
Foto: Rafael Gaijim/Capital News

Luana Vieira morreu na Santa Casa de Campo Grande após ter levado uma facada que atingiu o fígado e o pulmão, na porta da Escola Estadual José Ferreira Barbosa, na vila Bordon, em Campo Grande. Segundo familiares e amigos, a briga aconteceu porque Luana teria borrifado um desodorante na sala de aula, outra adolescente, identificada apenas como Daniela, teria reclamado do cheiro e ameaçado Luana.

Por volta das 11h30, no término das aulas, Daniela, acompanhada de uma jovem conhecida pela região como Tutty, e que segundo informações de testemunhas, não estuda no colégio, esperavam por Luana. Tutty, identificada como Dafne, é conhecida por ser agressiva e por ter um histórico de envolvimento em outras brigas, estava armada com uma faca e teria desferido um golpe em Luana, que andou pedindo socorro.

Alunos da escola, que presenciaram a cena, contam que professores tentaram apartar a briga, mas sem sucesso. Crianças que estudam no colégio também teriam ajudado a terminar a discussão, em um vídeo gravado por um dos alunos, aparece um adolescente pegando a faca da mão de Tutty, mas a menor, Daniela, consegue a arma de volta, agride uma amiga de Luana, também de 15 anos, que tentava defender a amiga, até conseguir esfaquear Luana.

No vídeo, a adolescente ferida caminha alguns metros pedindo ajuda até cair no chão. Segundo a vendedora Kessiene Vieira Pinheiro, de 20 anos, tia de Luana, as duas meninas, tanto a adolescente quanto a jovem são conhecidas pelo envolvimento em muitas brigas, uma delas, com Luana. A tia revela que a família precisou mudar Luana de escola devido a uma briga no terminal com uma delas.

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Kessiene, tia de Luana, conta que a menina mudou de escola por ser alvo de ataques da adolescente
Foto: Samira Ayub/Capital News

Kessiene se emociona ao falar da sobrinha. “A Luana deu muito trabalho, porque o pai dela morreu cedo, e ela foi morar com a avó, mas era uma menina tranquila, e estava muito feliz com a filha”, conta a tia. O sentimento da família é de revolta, segundo Kessiene, “o advogado da menina disse pra gente que ela iria sair da delegacia com ele, mas e a minha sobrinha? Vai sair com quem?”, questiona Kessiene.

Luana foi socorrida por outra tia, que chegou antes do Corpo de Bombeiros e levou a adolescente para a UPA Vila Almeida. A menina foi internada pouco antes das 13 horas, mas após duas paradas cardíacas morreu às 15 horas.

O caso é investigado pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA).

Justiça: Emocionada, Katíuscia Vieira Rosa, de 31 anos, mãe de Luana, afirmou que é preciso ter leis mais severas no país. “A vida da minha filha foi interrompida”, disse Katíuscia.

“O que eu quero é justiça, que a adolescente e a outra jovem, sejam punidas pelo que fizeram. Sei que isso não vai trazer minha filha de volta, mas pelo menos, não ficará impune”, afirma a mãe de Luana, que também faz um apelo para que a saúde pública seja mais eficiente. “A minha filha ficou jogada lá, o Corpo de Bombeiros demorou em chegar”, disse Katíuscia.

Para a mãe de Luana, a adolescente sabia o que estava fazendo. “Precisa ter leis mais rígidas no Brasil, este é um país que não tem leis, aquela adolescente sabia que estava fazendo”, ressaltou Katíuscia.

“Eu acredito, primeiramente, na justiça de Deus. E peço à Deus, que da mesma forma eu estou sendo consolada, que as mães dessas meninas que mataram minha filha, sejam consoladas, porque eu acredito que essas mães também devem estar sofrendo pelo o que as filhas fizeram”, afirmou a mãe de Luana.

O corpo de Luana será sepultado às 14 horas, no Parque das Primaveras.

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