O laudo preliminar do local onde teria acontecido a possível agressão contra a acadêmica Giovanna Nantes Tresse de Oliveira, de 19 anos, aponta que houve uma briga entre ela e o namorado, Matheus Georges Zadra Tannous, de 19 anos, na noite de 31 de dezembro. Rosely Molina, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), afirmou, nesta quarta-feira (15), que o laudo ainda não é conclusivo para afirmar se houve queda ou se a estudante foi vítima de agressão.
Molina informou que o laudo do Instituto de Criminalística, que irá definir a dinâmica do que ocorreu na madrugada do dia 1º, foi realizado sete dias depois da data do fato, e que os peritos levaram oito horas e meia para periciar o apartamento da mãe do jovem, onde o casal passou a noite de Ano Novo.
O laudo atesta que houve uma briga entre o casal. Em seu depoimento, Matheus afirmou que precisou arrombar a porta de um dos banheiros, o que foi contestado pela criminalística que apontou que a porta foi forçada.
A delegada contou que foram encontrados vestígios de sangue pelo apartamento. Amostras foram coletadas e encaminhadas para o Instituto de Análises Labarotariais Forenses (IALF) para, por testes de DNA, identificar de quem é sangue. Molina explicou que, embora o apartamento já estivesse limpo, os peritos utilizaram luminol para identificar vestígios de sangue no local.
A perícia informou, em laudo, que não foi encontrado vestígios de sangue no vaso sanitário, hipótese levantada pelos advogados de Matheus, de que ela teria caído no banheiro e batido o rosto no vaso sanitário.
O jovem, durante seu depoimento, alegou que na madrugada do dia 1º de janeiro, Giovanna passou mal e foi para um dos banheiros da casa quando ele ouviu um barulho de queda. Matheus entrou no banheiro, pegou a namorada e levou para o sofá, e segundo ele, quando foi para a cozinha pegar água para ela, ouviu um segundo barulho de queda e a colocou novamente no sofá.
Depoimentos
O pai de Matheus, o médico Michel Georges Tannous, prestou depoimento ontem na DEAM e fez um breve relato do relacionamento do casal. Segundo Michel, o casal tinha um bom relacionamento e ele soube do fato quando o filho estava na delegacia e Giovanna na Santa Casa.
Até o momento, a delegada Rosely Molina já ouviu nove pessoas, entre elas, o médico que prestou os primeiros socorros em Giovanna. O profissional contou que o porteiro entrou em contato com ele para socorrer a estudante. Ao chegar no apartamento, Matheus estava com a camisa e as mãos manchadas de sangue e Giovanna estava deitada no sofá, com dificuldades em respirar e inconsciente.
O médico disse ainda que ele e Matheus colocaram a jovem no chão para facilitar a respiração e pediu para que Matheus acionasse uma viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
Molina aguarda até a sexta-feira ou início da semana o laudo do exame do corpo de delito de Giovanna. A delegada ressaltou que no mesmo dia pediu exame em Matheus, porém, não sabe se ele compareceu para realizar o exame.
Segundo a delegada, Matheus não apresentava marcas visíveis a olho nu, como mãos, rosto, pescoço e braços.

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Foto: Deurico/Capital News
