O delegado João Paulo Sartori, que conduz as investigações sobre o acidente de paraquedas ocorrido com Marcelo Vaz da Silva, de 26 anos, afirmou à reportagem do Capital News na manhã de hoje (23) que não descarta a hipótese de o instrutor de salto ter cometido negligências.
“Ele prestou depoimento e afirmou que o aluno fez curso teórico e treinamento prático para o salto, portanto estaria apto para saltar, mas estamos apurando fatores que possam ter provocado o acidente. Um deles seria que a vítima não foi submetida a exame médico nem psicotécnico”, afirmou Sartori.
O instrutor Luiz Alves Pereira atribui o acidente ao próprio aluno. “Para ele ocorreu erro técnico da vítima”, disse o delegado.
Os parentes alegam que não sabiam que Marcelo fazia paraquedismo. Em meio aos documentos dele foi encontrado apenas um recibo no valor de R$ 600, referente ao salto.
O delegado esclareceu ainda que Luiz é filiado a um clube de paraquedismo da capital e tem credencial de instrutor, o que lhe autoriza a ministrar cursos e saltos.
Na segunda-feira o instrutor disse à reportagem que todos os esclarecimentos já haviam sido prestados.
O acidente – Marcelo sofreu a queda na tarde sábado (19), durante um salto realizado em um aeroporto próximo a BR-262, na saída para Três Lagoas.
Ele foi socorrido por equipe do Corpo de Bombeiros em estado grave e levado à Santa Casa. Nesta manhã a assessoria de imprensa do hospital informou que o quadro de saúde dele é o mesmo. Marcelo respira com ajuda de aparelhos.
