A delegada Regina Mota, que conduz as investigações sobre a morte da menina de um ano e dois meses, ocorrida na quinta-feira (17) vítima de maus tratos, deve esclarecer a autoria do crime nesta segunda-feira (21). Os suspeitos são a mãe da criança, Marlene Romeiro Rocha, 37 anos e o padrasto Francisco Gomes de Carvalho, 56 anos, que estão presos.
A delegada vai ouvir hoje a irmã de Marlene e o cunhado que a acompanharam até o hospital para socorrer a criança. Com esses depoimentos, a delegada espera identificar quem realmente cometeu os maus tratos, que resultaram na morte da menina. Outros dois depoimentos, de dois vizinhos, devem contribuir para a elucidação do caso.
“Os depoimentos são fundamentais para a conclusão do inquérito. Entendi que o padrasto pode ser o autor porque a criança passou o dia todo com ele e quando a mãe chegou a menina já teria sofrido a suposta queda que ele relata. Não poderia ser ela se ela não estava na casa”, acredita Regina.
Francisco conta que estava do lado de fora da casa por volta das 19h quando ouviu um barulho no chão e a criança chorando. Ele correu para vê-la e se deparou com a menina caída no chão ao lado da cama. Ele disse ainda que saía para pedir ajuda no momento em que a esposa chegou e ficou responsável em levar a filha para atendimento. As agressões teriam ocorrido neste período, segundo Francisco.
Outro fato que chama a atenção da delegada são as primeiras declarações dele. “Inicialmente ele disse que a criança caiu da cama e quando soube que a morte foi em decorrência de agressões denunciou a esposa como autora”, afirma a delegada.
As testemunhas que a acompanharam até o posto de saúde do Nova Bahia deve descrever a delegada qual era o real estado de saúde da menina, já que os médicos afirmaram que os hematomas identificados no corpo não poderiam ter sido provocado por uma queda.
Francisco está preso em cumprimento de prisão temporária, em uma das celas da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf). Ele foi ouvido e, segundo a delegada, continua dando a versão de que a criança sofreu um tombo. e acusando a esposa pelas agressões. Marlene não prestou depoimento à DPAC.
Foi cogita a possibilidade de Francisco ter abusado sexualmente da enteada, mas a delegada descarta esta hipótese.
Vizinhos do casal disseram à reportagem do Capita News nesta manhã que eram decorrentes os choros da criança, mas eles não imaginavam que pudessem ser por conta de agressões. “A gente achava que ela chorava porque caía brincando”, justificou um vizinho ao ser questionado por que a polícia nunca foi acionada. A família morava no bairro Nova Lima.

Casa onde criança morava foi incendiada na noite de sábado. Um vizinho é suspeito, mas a polícia investiga o fato
Foto: Reginaldo Coelho/Capital News
Caso – A criança de um ano e dois meses morreu na noite de quinta-feira (17) na Santa casa de Campo Grande após dar entrada com vários hematomas pelo corpo, o que evidenciou a causa da morte decorrente de agressões.
O delegado Camilo Cavalheiro, plantonista na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do centro prendeu Marlene em flagrante após o marido apontá-la como autora no crime. No dia, Francisco foi ouvido e liberado.
