Uma menina de um ano e dois meses morreu por volta das 22h40 de ontem (17), na Santa Casa de Campo Grande, com suspeita de maus tratos.
Inicialmente a vítima foi atendida no posto de saúde do Nova Bahia com vários ferimentos pelo corpo. Por conta do grave estado de saúde da criança, ela precisou ser transferida para a Santa Casa, onde não resistiu aos ferimentos e morreu.
Diante da morte, o delegado Camilo Cavalheiro, plantonista na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do centro, foi acionado e em conversa com a equipe médica da Santa Casa foi informado que o óbito foi em decorrência de agressões físicas. “Fui ao posto de saúde onde a criança foi atendida primeiro e lá também me garantiram que a morte foi por causa de agressões", enfatizou.
O padrasto, Francisco Gomes de Carvalho, 56 anos e a mãe biológica da menina, Marlene Romeiro Rocha, 37 anos, foram detidos no bairro Nova Lima e encaminhados à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do centro. De acordo com o delegado Camilo Cavalheiro, apenas a mãe, foi presa pelo crime de maus tratos seguido de morte. O homem prestou esclarecimentos e foi liberado.
“Não teve confissão da mulher, mas o marido me passou informações importantes que me fez entender que ela é a única responsável pelo fato. Ela é usuária de drogas, agressiva e já tem várias passagens na polícia. Ele disse também que várias vezes flagrou a mãe batendo na criança e chegou a adverti-la que isso daria problemas”, concluiu o delegado.
Na versão da mãe, os machucados na criança foram causados por uma queda da cama, que de fato ocorreu, mas para o delegado, não resultaria nos diversos hematomas identificado no corpo da menina, principalmente na cabeça. O padrasto disse que no momento da queda estava sozinho com a enteada e apenas ouviu o barulho dela caíndo. Ele disse ter corrido para pedir ajuda e neste momento Marlene chegava na casa. Ela pegou a criança e saiu. Horas depois, a própria mãe, junto com a irmã e um cunhado foram ao posto levar a menina que passava mal.
padrasto não presenciou a agressão, portanto o delegado não identificou em que momento ocorreu. “Não tenho dúvida de que a morte foi criminosa e que a mãe é a autora”, garantiu.
O corpo será submetido a exame de necropsia para constatar a causa da morte. As investigações serão conduzidas pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

Marlene é usuária de drogas e é tida como agressiva
Foto: Deurico/CapitalNews
