Um dos assaltantes responsável pelo latrocínio – roubo seguido de morte – ocorrido ontem (9), na saída para São Paulo, viajou com a vítima do estado de Goiás a Campo Grande, onde o crime foi cometido.
De acordo com o delegado Geraldo Marin Barbosa, da Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), um dos criminosos contratou o serviço de uma empresa de guincho em Caçu (GO) alegando falhas mecânicas no Fox que conduzia. Ele disse que precisava levar o automóvel até a capital sul-mato-grossense.
Davi Nunes de Freitas, de 34 anos, saiu de Goiás as 20h30 de terça-feira (8). Por volta das 7h30 do dia seguinte ele já estava na capital. Um comprovante de abastecimento mostra que neste horário ele abasteceu no posto Savana, na BR 163, saída para São Paulo, onde o outro comparsa apareceu.

Comprovantes de pagamento, carteira e aparelho celular da vítima foram abandonados dentro do caminhão
Foto: Deurico/CapitalNews
O delegado suspeita que ele tenha se identificado como proprietário do carro. “Eu suponho que ele tenha sugerido que o carro fosse levado até a sua casa, onde efetuaria o suposto pagamento”, deduz Geraldo.
A vítima e os dois assaltantes deixaram o posto de combustível e a cerca de 1.200 metros depois, a 4 km do Posto da Polícia Rodoviária Federal, o assalto foi anunciado, em uma estrada vicinal á margem da rodovia, onde Davi foi deixado ferido com um tiro na cabeça.Ele foi socorrido e morreu na Santa Casa por volta das 18h30 de ontem.
A PRF foi avisada, por volta das 10h30, por moradores que passavam pelo local e viram o caminhoneiro caído. O caminhão guincho foi encontrado abandonado em outro posto de combustível na mesma região.
O delegado confirma que a intenção era roubar o caminhão, que seria vendido no Paraguai. Ele acredita que os criminosos tenham desistido do roubo porque discutiram ou então porque a vítima reagiu. “Se eles tivessem a intenção de matar não teria sido próximo a rodovia, onde o local é bastante movimentado”, suspeita. No local, foi encontrado o projétil que pode ser o que atingiu o caminhoneiro.
Após atirar em Davi a dupla retirou o Fox que era guinchado desde Goiás por supostamente estar com problemas e fugiu no automóvel. A polícia constatou que a prancha do caminhão estava abaixada, indicando que de fato o carro foi remanejado.
As informações sobre a dinâmica do crime foram passadas por testemunhas que viram os três juntos.

Delegado Geraldo mostra projetil encontrado no local onde caminhoneiro foi baleado com tiro na cabeça
Foto: Deurico/CapitalNews
Ordem – De acordo com o delegado enquanto o roubo era executado a polícia recebeu uma denúncia de que um caminhoneiro seria roubado e que a ordem teria sido dada de dentro do Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande.
Após constatar o assalto, a polícia identificou o homem apontado como suspeito de ser o mentor. Apesar de o sinal de telefonia móvel ter teoricamente sido cortado na área o presídio, ele teria planejado o crime pelo celular. O homem foi interrogado, mas nega ser o mandante.
Questionado como e porque uma empresa de Goiás foi a vítima o delegado explicou que ela pode ter sido escolhida aleatoriamente ou o crime possa ter sido intermediado por alguém do estado de Goiás. “Pelo celular os presos têm a acesso a internet e podem ter escolhido consultado o auxilio 102 ou então, uma pessoa de Goiás pode ter entrado em contato com o alguém daqui sugerindo o roubo”, pontua o delegado.
Investigação – Agora, a polícia tenta confirmar a participação do detento e trabalha na identificação dos comparsas que ainda estão foragidos. O check-in feito pela empresa de transporte e entregue ao motorista com os dados do Fox não foi encontrado.
Após liberação do Instituto de Medicinal de Odontologia Legal (Imol), o corpo deve ser transladado a Guaçu, onde moram familiares.

Anônimo. 10/01/2013
É CAÇU (GO) e não Guaçu
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