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Investigação

PF investiga investimento de R$ 1,2 milhão do IMPCG em banco de Daniel Vorcaro

Mandados foram cumpridos em órgãos da Prefeitura e residências de servidores; investigação apura possíveis crimes financeiros e de corrupção

João Gabriel Vilalba
Capital News

Divulgação/ PF

Polícia Federal investiga sobre a aplicação de recursos previdenciários no Banco Master

Polícia Federal investiga sobre a aplicação de recursos previdenciários no Banco Master

Agentes da Polícia Federal cumpriram, nesta terça-feira (25), seis mandados de busca e apreensão durante uma investigação sobre a aplicação de R$ 1,2 milhão em recursos previdenciários do Regime Próprio de Previdência Social de Campo Grande em investimentos do Banco Master, de Daniel Vorcaro.

Segundo informações da Polícia Federal, os investimentos foram realizados pelo Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) em Letras Financeiras emitidas pela instituição financeira.

Com base nas informações levantadas durante a investigação, a PF obteve autorização da 3ª Vara Federal de Campo Grande para cumprir mandados de busca e apreensão no IMPCG, na Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SAS) e nas residências de servidores investigados.

A Justiça também determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados. Entre os alvos da operação está a atual vice-prefeita de Campo Grande, Camilla Nascimento, que já foi diretora do IMPCG.

Prefeitura se manifesta

Em nota, a Prefeitura de Campo Grande afirmou que acompanha as investigações e que as aplicações financeiras seguiram as normas legais. O município também declarou que já garantiu o ressarcimento dos valores aplicados no Banco Master.

Segundo a administração municipal, Campo Grande foi uma das primeiras cidades do país a garantir o ressarcimento dos recursos investidos na instituição financeira investigada, evitando prejuízos aos cofres públicos.

A Prefeitura também afirmou que as aplicações financeiras do IMPCG são realizadas de acordo com a Resolução CMN nº 4.963, de 25 de novembro de 2021, que disciplina os investimentos dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios, além da Política Anual de Investimentos aprovada pelo Conselho Deliberativo do instituto.

“A Prefeitura Municipal acompanha as investigações conduzidas pela Polícia Federal envolvendo o IMPCG (Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande) e a SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social), ressaltando que o procedimento faz parte de um contexto de apurações que ocorre em todo o país.”

“Bem como, reafirma que Campo Grande foi uma das primeiras cidades do Brasil a garantir o ressarcimento de valores aplicados juntos à instituição financeira investigada, evitando qualquer prejuízo aos cofres públicos.”

“As aplicações financeiras do IMPCG são executadas em estrita conformidade com a Resolução CMN n. 4.963, de 25 de novembro de 2021, que disciplina os investimentos dos Regimes Próprios de Previdência Social da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, bem como de acordo com a Política Anual de Investimentos aprovada pelo Conselho Deliberativo do IMPCG ao final de cada exercício.”

A administração municipal informou ainda que continuará prestando os esclarecimentos e fornecendo as informações solicitadas pelas autoridades responsáveis pela investigação.

Possíveis irregularidades

Denilson Nantes/ PMCG

Camilla Nascimento

Ex- diretora do IMPCG e atual vice-prefeita, Camilla Nascimento é um dos alvos da investigação

Segundo a PF, a investigação teve início após relatórios da Coordenação de Auditoria do Departamento dos Regimes Próprios do Ministério da Previdência Social apontarem possíveis irregularidades.

O relatório identificou indícios de problemas no processo que resultou no investimento de R$ 1,2 milhão pelo IMPCG em carteiras do Banco Master.

Ainda de acordo com a Polícia Federal, há indícios de que servidores envolvidos na decisão de investimento, por ação ou omissão, teriam deixado de verificar procedimentos técnicos e administrativos que deveriam ter sido observados, expondo o patrimônio do instituto previdenciário a riscos.

A investigação apura a possível prática dos crimes de gestão temerária, corrupção passiva e corrupção ativa.

O caso continua sob investigação.

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