Duas pessoas foram presas em flagrante por posse ilegal de arma de fogo durante o cumprimento da Operação Riqueza Sombria, realizada nesta terça-feira (2) em Mato Grosso do Sul. As prisões ocorreram nos municípios de Campo Grande e Sete Quedas.
A operação é conduzida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e tem como foco o combate a uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, tráfico interestadual de entorpecentes e lavagem de dinheiro. Mandados judiciais também foram cumpridos nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Segundo as investigações, o grupo criminoso, ligado à facção Comando Vermelho, teria movimentado cerca de R$ 116 milhões em atividades ilícitas entre os anos de 2017 e 2021. Em Mato Grosso do Sul, além de Campo Grande e Sete Quedas, o município de Dourados também foi alvo das diligências.
Durante a operação, policiais do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assalto e Sequestros), com apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), apreenderam armas de fogo, aparelhos eletrônicos e documentos considerados relevantes para o avanço das investigações.
Na Capital, além da arma encontrada com o investigado, os agentes recolheram equipamentos eletrônicos e anotações que poderão auxiliar na identificação da estrutura financeira e operacional da organização criminosa.
As investigações tiveram início em 2020, após ações policiais realizadas em comunidades do Rio de Janeiro durante o período da pandemia. Na ocasião, foram apreendidos entorpecentes, rádios comunicadores, comprovantes bancários e uma réplica de arma de fogo.
A análise do material apreendido revelou movimentações financeiras consideradas suspeitas, incluindo depósitos realizados em agências bancárias próximas a áreas dominadas pela facção. De acordo com a Polícia Civil fluminense, um dos investigados chegou a movimentar R$ 98 mil por meio de 54 depósitos em dinheiro vivo.
A operação busca reunir novas provas que contribuam para a responsabilização dos envolvidos e para o desmantelamento da estrutura financeira utilizada pelo grupo criminoso.
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