A ofensiva da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais) de São José do Rio Preto (SP) contra herdeiros do Grupo Zahran resultou na apreensão de R$ 1,5 milhão em notas promissórias e R$ 250 mil em dinheiro vivo. A ação faz parte da Operação Castelo de Cartas, que cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços de alto padrão em Campo Grande e no interior paulista.
Durante as diligências, os policiais também confiscaram 10 carros de luxo, sete relógios das marcas Rolex e um Cartier, além de joias, dois celulares de última geração, cartões bancários, máquinas de cartão e vasta documentação. Quatro armas municiadas — três revólveres e uma pistola — foram localizadas e apreendidas nos imóveis investigados.
Um dos alvos foi o condomínio Green Life, na Avenida Nelly Martins, onde mora Gabriel Gandi Zahran Georges, herdeiro do Grupo Zahran, filho do ex-deputado Gandi Jamil e neto de Ueze Zahran. Ele e o irmão, Camillo Zahran, são investigados por supostamente vender investimentos de fachada, prometendo altos retornos financeiros e utilizando o sobrenome da família para atrair empresários a negócios que não existiam, conforme a investigação.
Nesta quarta-feira (28), Gabriel foi conduzido à Depac do Cepol, onde prestou depoimento por cerca de três horas e foi liberado. Já Camillo tem mandado de prisão em aberto e é considerado foragido.
A segunda fase da Operação Castelo de Cartas apura crimes de associação criminosa e estelionato. As investigações tiveram início em abril de 2025 e apontam vítimas com prejuízos milionários em diferentes cidades de Mato Grosso do Sul e de outros estados. O valor total do suposto golpe ainda não foi divulgado.
• • • • •
• Junte-se à comunidade Capital News!
Acompanhe também nas redes sociais e receba as principais notícias do MS onde estiver.
• • • • •
• Participe do jornalismo cidadão do Capital News!
Pelo Reportar News, você pode enviar sugestões, fotos, vídeos e reclamações que ajudem a melhorar nossa cidade e nosso estado.

