O mecânico de 23 anos preso após manter uma adolescente de 15 anos em cárcere privado, em Campo Grande, ganhou liberdade provisória durante audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (7), no Fórum Heitor Medeiros.
A decisão judicial determinou que o suspeito seja monitorado por tornozeleira eletrônica e proibiu qualquer tipo de contato com a adolescente. Ele também deverá manter distância mínima de 300 metros da vítima.
O homem havia sido preso em flagrante na segunda-feira (5), após a adolescente pedir socorro por meio de mensagens enviadas à família. Entre os pedidos, estavam as frases: “Pai, socorro…” e “O [autor] tá me matando…”.
Após receber as informações, equipes da Polícia Civil foram até o endereço indicado e encontraram a adolescente na companhia do suspeito. O homem foi preso por cárcere privado, dano e lesão corporal dolosa no âmbito da violência doméstica.
Relembre o caso
O caso começou depois que o pai da adolescente procurou a Polícia Civil para informar que a filha não retornava para casa desde sexta-feira (2).
Na noite de domingo (4), a jovem teria tentado ligar duas vezes para o pai e, em seguida, enviado as mensagens pedindo socorro. Na manhã seguinte, a irmã mais velha também recebeu mensagens da adolescente, além de um vídeo em que ela aparecia com o lábio inferior inchado e mostrava um celular com a tela quebrada.
A jovem também conseguiu informar o endereço onde estava, permitindo que os policiais a localizassem.
Equipes da 1ª Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) e da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) foram até a residência e encontraram a adolescente junto ao suspeito.
Segundo o relato apresentado aos policiais, a adolescente teria ido à casa do então namorado na sexta-feira, após insistência dele. As agressões físicas e a quebra do celular teriam ocorrido no dia seguinte, depois que o homem teria se irritado com mensagens encontradas no aparelho.
Ainda conforme o relato, a partir daquele momento, o suspeito teria impedido que a adolescente deixasse a residência e a mantido no local contra a vontade dela.
A adolescente passou por exame de corpo de delito no Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal).
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