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Domingo, 17 de Janeiro de 2021, 13h:15
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Imortais na escola da mortalidade

Por Wilson Aquino*

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2020 ficou para traz deixando uma grande evidência da fragilidade do homem diante dos obstáculos naturais da vida. Os abalos foram tanto de maneira individual como coletiva. A pandemia se instalou no Brasil e no mundo e além dos danos à saúde das pessoas, ceifou milhares e milhares de vidas, provocando também incontáveis prejuízos econômicos, sociais e morais, sem precedentes nos países, gerando desemprego, fechamento de empresas, o caos.

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Wilson Aquino - Artigo

Wilson Aquino

 

Os abalos não pararam aí. Consequentemente atingiram também  os lares, as famílias que enfrentaram - ainda enfrentam - dificuldades para sobreviver. O problema se agravou não só pelas questões econômicas, mas principalmente sociais e espirituais.

Isso porque houve um aumento assustador de casos de violência doméstica envolvendo principalmente cônjuges e filhos. A mulher e as crianças foram as maiores vítimas. Além dos casos de polícia, no Brasil e no mundo subiram também os números de divórcios e separações. Ao que tudo indica, o homem e a mulher não conseguiram manter o relacionamento em pé aos primeiros ventos. Se revelaram despreparados para caminhar juntos também nas tempestades, como foi na quarentena, que exigiu que permanecessem mais tempo juntos, dentro dos próprios lares, que deveriam ser fortes e sagrados.

As famílias pediram socorro e autoridades religiosas, em todo o mundo ouviram o clamor e trabalharam com afinco para ajudar as famílias a se organizarem, resistirem e enfrentarem as adversidades em união. Infelizmente muitos padeceram.

É necessário ser realista e ir direto ao ponto: É inquestionável a necessidade do homem de recorrer a Deus  para ter a força necessária para ser um vencedor em absolutamente tudo na vida. Líderes religiosos procuraram direcionar as pessoas a Jesus Cristo com mensagens de união, amor, esperança, cura e paz no propósito Divino que é a vida de cada um.

Russell M. Nelson, presidente de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, durante conferência mundial  (via internet) em outubro do ano passado, afirmou: “Ao escolherem permitir que Deus prevaleça em sua vida, vocês verão por si mesmos que Deus é um Deus  de milagres”.

Becky Craven, conselheira da presidência geral das Moças, na mesma conferência da igreja, afirmou: “A nos voltarmos para Jesus Cristo com humildade, Ele aumentará nossa capacidade de mudar”. Ou seja, de entender melhor as coisas; suportar as dificuldades e superá-las com mais sabedoria e segurança. É isso que muito falta nos indivíduos, nos lares e nos governantes em todo o mundo.

É bem verdade que o Estado Brasileiro é laico. Porém, esse tema não pode e não deve mais ser ignorado, mesmo por autoridades, pois é inquestionável também  que mais de 90% da população brasileira  é Cristã. Ou seja, ela acredita que Deus de fato está acima de todas as coisas.

É muito provável ainda que o maior problema do país é que essa verdade não é aplicada na prática em ações e pensamentos  que deveriam alicerçar o homem, quer seja autoridade ou cidadão comum, em seu dia a dia.

Então, o indivíduo e a família, que integram a célula mater da sociedade, não podem mais tentar vencer na vida apenas com suas próprias forças. Precisam de Deus para isso.

Os séculos e séculos de história já provaram milhares de milhares de vezes que o homem existe porque faz parte do Plano de Deus e que são imortais nesta escola (Terra) da Mortalidade, onde apenas o corpo deixa  de existir. E o espírito, que permanece para sempre, está aqui para tudo receber e aprender para evoluir.

Esta simples verdade que está entesourada no íntimo de absolutamente todo indivíduo, deveria ser motivo  suficiente ao homem para alicerçá-lo para ser melhor no seu dia a dia em qualquer situação ou lugar. Ele nunca está só e pode contar com a presença de Deus em sua mente e coração.

2021 continua um período difícil para as pessoas no Brasil e em boa parte do mundo. O vírus ainda não está sob controle, assim como os problemas econômicos, sociais e espirituais também não. Por isso, mais que nunca, é preciso escutar a voz do Senhor, que fala por intermédio  de autoridades religiosas e/ou até mesmo do homem comum. Baixe a guarda e procure ouvir Sua mensagem de amor e esperança, que está sempre em evidência em todo e qualquer lugar. Desta forma de fato teremos um Ano Novo muito melhor.

 

 

*Wilson Aquino
Jornalista e Professor

 

 

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