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Opinião Terça-feira, 10 de Novembro de 2015, 19:15 - A | A

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Com fim do embargo saudita, Brasil terá novas receitas com carne bovina

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Por Marcelo Nabih Sallum*
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Por Marcelo Nabih Sallum *

 

Acaba de ser assinado em Riad, Arábia Saudita, o Certificado Sanitário Internacional que estabelece a suspensão do embargo sanitário imposto pela Arábia Saudita em dezembro de 2012 à carne bovina brasileira e seus derivados. O ato que formalizou a retomada das exportações ocorreu logo após o IV Fórum Empresarial América do Sul e Países Árabes, organizado pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira e o Conselho de Câmaras Sauditas, evento que antecede a IV Cúpula de Chefes de Estado e Governo da América do Sul e Países Árabes, em Riad.

A liberação da exportação é amplamente comemorada pelo governo brasileiro e pela cadeia produtiva do setor e pode alcançar a cifra de US$ 200 milhões/ano para um conjunto de mercados que inclui além da Arábia Saudita, os países do Conselho de Cooperação do Golfo que também proibiram a carne brasileira, no caso Bahrein, Catar e Kuwait. Dado que a Arábia Saudita atualmente preside o Conselho, a retomada do comércio com esses países também é esperada. 

Esta conquista só foi possível graças ao empenho da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne Bovina (ABIEC), do Ministério da Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Pesca, dos funcionários da Autoridade Saudita para Alimentos e Medicamentos (SFDA, na sigla em inglês) e das embaixadas do Brasil e da Arábia Saudita. A Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, uma instituição que há seis décadas atua para incrementar o intercâmbio econômico entre o Brasil e as 22 nações árabes do mundo, disponibilizando serviços essenciais para facilitar e realizar negócios, tem o orgulho de ter participado dessa coordenação.

Os trabalhos para a reversão do embargo envolveram diversas viagens para Riad, reuniões com o Conselho Saudita e SFDA, atendimento de novas exigências sanitárias e recepção de inspetores sauditas nas instalações de produtores brasileiros que, finalmente, ratificaram o atendimento de todos os controles e processos definidos pelo SFDA.  A decisão favorável da Arábia Saudita é vista como estratégica para o crescimento das exportações da indústria de carnes brasileira, tanto pelo volume como pela abertura imediata de outros mercados do Golfo Arábico.

O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina, tendo atingido a marca de US$ 7,2 bilhões em 2014, um crescimento de 7,7% em comparação com 2013.  A reabertura de um tradicional mercado como o saudita é de fundamental relevância. Claro que os frigoríficos brasileiros ainda precisam ocupar o espaço que hoje pertence a outros fornecedores. Mas o Brasil já mantém boas relações comerciais com a Arábia Saudita – com exportações de US$ 2,5 bilhões em produtos agropecuários. Investir no desenvolvimento do mercado árabe pode abrir novas fronteiras para o comércio exterior brasileiro.

 


*Marcelo Nabih Sallum é presidente da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira.

 

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