Centrais sindicais, empresariais e estudantis promovem na manhã desta quarta-feira (4), no pátio da Assembleia Legislativa de São Paulo, o Grito de Alerta em Defesa da Produção e do Emprego. No início da manifestação, a polícia militar calculava a presença de 90 mil pessoas, das 10 mil previstas.
As principais reivindicações são a redução dos juros, controle do câmbio e limitação das importações. “Hoje é um grito de alerta. Estamos pondo em risco a indústria de transformação, que é o maior patrimônio que o Brasil tem e está em risco por causa das distorções conjunturais. Não compete à indústria nem aos trabalhadores resolver”, destacou o presidente da Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf.
É consenso que o Brasil deve entrar na guerra cambial, a exemplo do que fazem outros países, desvalorizando o Real para aumentar a competitividade externa. Outros dois pontos destacados como entraves ao desenvolvimento e à sustentabilidade são os preços da energia e do spread bancário, diferença entre taxa de captação dos bancos e o cobrado dos clientes.
Os representantes dos trabalhadores destacaram o esforço do Governo Federal, e deram como exemplo as medida lançada na terça-feira (3) de estímulo à indústria, no entanto cobram maior participação dos governos estaduais e municipais e do setor empresarial no incentivo à geração de empregos.
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