A Justiça Federal de Mato Grosso do Sul autorizou a transferência do ex-governador de Roraima, Neudo Campos (PP), para a Penitenciária Federal de Campo Grande. O Ministério Público Federal no estado do Norte alegou que Campos tentava influenciar no estado para prejudicar investigações contra ele.
“Neudo Ribeiro Campos pode valer-se dessa influência para frustrar a execução da sua pena privativa de liberdade, caso seja entregue à custódia de autoridades subordinadas ao Governo do Estado de Roraima”, diz o pedido do MPF. Pela decisão, o ex-governador pode ficar até 360 dias preso na unidade campo-grandense, podendo ser renovada a permanência uma vez.
Escândalo
O ex-chefe do Executivo foi condenado a 10 anos e oito meses de prisão, de acordo com o site G1 Roraima, por envolvimento no esquema de desvio de verbas públicas conhecido como “escândalo dos gafanhotos”, que consistia no cadastramento de funcionários “fantasmas” na folha de pagamento do Estado e do Departamento de Estradas e Rodagem de Roraima (DER/RR), para distribuição dos salários a deputados estaduais e outras autoridades em troca de apoio político.
O MPF pediu em fevereiro e em abril a prisão de Campos, mas os pedidos foram negados pela Justiça. Porém, no dia 19 de maio, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) revogou a primeira liminar e determinou a prisão do político.
Dois policiais militares foram presos no dia 23 por suspeita de tentar ajudar Campos a fugir pela Venezuela, país que faz fronteira com o estado. Na madrugada do dia seguinte, o ex-governador se entregou à polícia, e foi levado para a Superintendência da Polícia Federal na capital Boa Vista.
A defesa de Campos pediu prisão domiciliar, mas a 1ª Vara do TRF1 negou o pedido. Ao saber da decisão, o ex-chefe do Executivo estadual passou mal e está internado desde segunda-feira (30) no Hospital Geral de Roraima (HGR), em Boa Vista.
O último boletim médico divulgado aponta que Campos, internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), possa estar com uma possível isquemia miocárdica, causada pelo fluxo insuficiente de sangue no coração. O político é marido da atual governadora do estado, Suely Campos (PP).
*Com informações do site G1 Roraima
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