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Nacional Terça-feira, 13 de Novembro de 2007, 08:57 - A | A

Terça-feira, 13 de Novembro de 2007, 08h:57 - A | A

Barril de Tupi vai custar 4 vezes mais

Estadão

Para retirar o petróleo leve encontrado na camada de pré-sal do bloco de Tupi, na Bacia de Santos, a Petrobrás terá de gastar mais de quatro vezes o valor médio que investe atualmente na produção do óleo dos campos de águas profundas da Bacia de Campos.

Segundo projeção do geólogo Giuseppe Bacoccolli, as reservas de óleo leve encontradas pela estatal a mais de 6 mil quilômetros da superfície, em águas ultraprofundas, não deverão ter um custo inferior a US$ 30 por barril, ante os US$ 7,5 hoje gastos pela estatal, conforme divulgado no balanço financeiro da companhia.

Mesmo assim, o geólogo e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) acredita que a exploração pode ser viável, graças à manutenção dos preços do barril em nível mais elevado no mercado internacional. "Ninguém espera uma queda do valor do barril para algo inferior a US$ 60. E isso já justificaria produzir na área de Tupi", comentou. Isso sem contar a compra dos equipamentos pesados necessários à produção.

"Pelos recentes valores contratados pela indústria do petróleo, uma plataforma não sai por menos de US$ 1,5 bilhão, mais os cerca de US$ 500 milhões em poços e outros US$ 500 milhões em equipamentos para dar a infra-estrutura necessária para a operação desta unidade. Estamos falando de um investimento médio em torno de US$ 3 bilhões por unidade de produção, que responde por algo em torno de 100 mil a, no máximo, 150 mil barris de óleo por dia", calculou o geólogo.

Com base nesse cálculo, para instalar um sistema semelhante ao seu maior campo produtivo, de Marlim, responsável por 600 mil barris diários, seriam necessários investimentos de US$ 18 bilhões para a instalação de seis plataformas ou até de US$ 36 bilhões se fossem instaladas 12 plataformas para a produção de até um milhão de barris de óleo equivalente por dia.

A dificuldade de acesso, a atual elevação dos custos de equipamentos do setor de petróleo e ainda a larga extensão do campo devem dificultar o trabalho da Petrobrás e encarecer os investimentos. Para o geólogo, seriam necessárias entre seis e 12 plataformas, do tipo FPSO, que são sistemas flutuantes de produção e armazenagem.

Em razão da profundidade a que estarão conectadas, as unidades não podem ser fixas, explicou o professor. Para produzir em média um milhão de barris por dia, cada uma delas terá de ser ligada a dez poços ou 15 poços.

Considerando que a Petrobrás gastou em torno de US$ 240 milhões para perfurar o primeiro poço em Tupi, e reduziu esse custo para US$ 60 milhões nas investidas seguintes, Bacoccolli estima que os próximos poços devam ter seu custo em torno de US$ 30 milhões.

O geólogo observa, entretanto, que esse volume de investimentos seria apenas para explorar os cerca de cinco bilhões a oito bilhões de barris de óleo equivalente existentes em reservas de petróleo na área de Tupi, sem considerar o volume potencial que pode ser confirmado, caso seja comprovado que há uma continuidade dessa mesma reserva em outros pontos da extensão de 800 quilômetros da camada pré-sal.

"Ao que tudo indica, isso é muito possível, porque o tipo de óleo encontrado nos poços perfurados pela Petrobrás na camada pré-sal no Espírito Santo são do mesmo tipo e da mesma qualidade de Santos. É muito difícil ocorrer tamanha semelhança. E aí estaríamos considerando que Tupi é apenas a ponta de um iceberg com mais de 80 bilhões de barris de óleo", observou.


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