Depois de promover mudanças significativas no calendário nacional e instituir o fair-play financeiro, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) deu mais um passo considerado histórico para enfrentar problemas estruturais do futebol brasileiro. Nesta terça-feira (27), a entidade anunciou oficialmente a profissionalização da arbitragem brasileira, medida aguardada há décadas.
O novo modelo, batizado de Programa de Profissionalização da Arbitragem (PRO), contemplará inicialmente 72 árbitros e começará a ser implementado em março de 2026, com investimento estimado em R$ 195 milhões no biênio 2026/2027.
A iniciativa marca uma mudança estrutural profunda e alinha o futebol brasileiro a padrões adotados pelas principais ligas do mundo, dando início a uma nova fase para a arbitragem nacional.
Modelo e estrutura do programa
Elaborado pelo Grupo de Trabalho de Arbitragem, liderado por Netto Góes, Helder Melillo e Davi Feques, o PRO contou com a participação de 38 clubes das Séries A e B, além de árbitros, federações, associações e consultores internacionais.
Os árbitros selecionados passarão a receber remuneração fixa mensal, além de valores variáveis e bônus por desempenho. Eles deverão se dedicar prioritariamente à função, sem exigência de exclusividade.
“O que estamos fazendo é uma mudança estrutural necessária, pedida há décadas. Estudamos modelos internacionais e tivemos coragem de enfrentar um desafio que estava adormecido na CBF”, afirmou o presidente da entidade, Samir Xaud.
Quem será profissionalizado
O grupo inicial será formado por:
20 árbitros centrais (11 do quadro FIFA)
40 assistentes (20 FIFA)
12 árbitros de vídeo (VAR), todos FIFA
O modelo prevê avaliações constantes e um sistema de promoção e rebaixamento anual, com pelo menos dois profissionais de cada função podendo ser substituídos ao fim de cada temporada, conforme desempenho.
Inicialmente, o programa será aplicado ao Campeonato Brasileiro da Série A, mas os árbitros profissionalizados poderão atuar em outras competições ao longo do ano.
Lucas Merçon / Fluminense FC
CBF lança programa histórico e profissionaliza a arbitragem brasileira em 2026
Avaliação, saúde e tecnologia
Os profissionais passarão a integrar uma rotina inédita no país, com:
Avaliações técnicas permanentes, por observadores e comissão especializada
Ranking atualizado rodada a rodada
Monitoramento tecnológico, com dados biométricos
Planos individuais de treinamento
Suporte completo de saúde, incluindo psicologia, nutrição, fisioterapia e preparação física
Além disso, haverá imersões mensais de capacitação, com aulas teóricas, testes físicos, simulações de jogo e análise detalhada de lances polêmicos.
“O programa inaugura uma nova fase no futebol brasileiro e atende a uma demanda histórica do esporte”, destacou Netto Góes, presidente do GT de Arbitragem.
Já o presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Rodrigo Cintra, ressaltou a importância do suporte oferecido: “Os árbitros terão acompanhamento completo, com foco em performance, saúde e evolução técnica contínua.”
Quatro pilares do PRO
O Programa de Profissionalização da Arbitragem está estruturado em quatro pilares:
Estrutura Geral
Excelência com Saúde
Capacitação Técnica
Tecnologia e Inovação
A proposta é elevar o nível técnico, a credibilidade e a transparência da arbitragem brasileira, reduzindo erros e fortalecendo a confiança de clubes, atletas e torcedores.
Com mais esse movimento, a gestão Samir Xaud escreve um novo capítulo no futebol nacional e sinaliza uma transformação profunda em um dos setores mais criticados do esporte no país.
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