A adequação dos clubes de futebol às novas exigências impostas pela Lei 13.155, também chamada de ProFut, faz com que apenas quatro dos dez clubes já garantidos no Campeonato Estadual 2017 estejam, por enquanto, aptos para disputar a competição. Costa Rica, Serc, Novoperário e o atual campeão Sete de Dourados estão garantidos. Águia Negra, Naviraiense, Corumbaense, Ivinhema, Operário e Comercial ainda precisam apresentar uma certidão negativa ou outra dentre as exigidas da Receita, FGTS e Trabalhista.
Anderson Ramos/ Arquivo Capital News
Ítalo Milhomem, Presidente do Comercial tenta regularizar o clube na lei do Profut para jogar as competições de 2017
Vice-campeão estadual, o Comercial corre agora para apresentar os documentos para disputar as próximas competições, apenas no próximo ano. Além do Estadual, o Colorado disputa também a Copa do Brasil e deve ser indicado, conforme determinação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), para a Série D do Campeonato Brasileiro. Mas tudo isso apenas se já estiver com sua situação regularizada.
O Colorado aderiu ao ProFut e, segundo o presidente Ítalo Milhomen, está com o pagamento das mensalidades em dia. O problema, segundo ele, está nas dívidas atuais do clube, decorrentes, principalmente, da disputa do Campeonato Brasileiro neste segundo semestre.
“O comercial aderiu em novembro de 2015 ao ProFut, está no programa e pagando os parcelamentos. Porém está renegociando os impostos atuais do INSS e FGTS para renovar as certidões que só acontecerá após o pagamentos dos impostos e salários atuais”, explica. Sem nenhuma competição no restante da temporada, Ítalo coloca como outubro o prazo para apresentar os documentos obrigatórios à Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS) e poder participar da reunião do Conselho Arbitral que irá definir o próximo Estadual. “A próxima competição oficial nossa é somente o Estadual, então temos esse prazo maior. Os times que irão disputar o Sub-19 tem que apresentar agora”, diz.
Outro problema que precisa ser equacionado pelo clube é uma dívida trabalhista com um ex-treinador. No entendimento do dirigente, isso não impedirá que o Comercial jogue as competições, mas atrapalha possibilidades de captar recursos. “Atrapalha para assinarmos convênios públicos. Temos que comprovar o pagamento dos atletas registrados e isso não tem nada a ver com a CNDT que são processos trabalhistas”. Para isso, a diretoria organizou até uma vaquinha para que torcedores ajudem a quitar esses débitos.
O dirigente acredita que, apesar dos problemas, o Comercial estará em campo na próxima temporada. “Dará tudo certo, é questão de tempo e dinheiro. Logo acertaremos os salários dos jogadores e sairão as certidões”, afirma, confiante.
Anderson Ramos / Arquivo Capital News
A volta do Comerário neste estadual foi o grande jogo do Campeonato, jogo este que pode não acontecer em 2017
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