"Ninguém aqui pensa na prata. O segundo lugar não existe para nós. Nosso objetivo desde o início é conseguir o ouro. Essa é a medalha que todos estão esperando, nós aqui em Pequim e o pessoal lá no Brasil", disse a atacante Marta.
Cristiane, a maior artilheira olímpica ao lado da alemã Prinz, com 10 gols (cinco em Atenas e cinco em Pequim até agora), ratifica a opinião do grupo. "Qualquer conquista diferente disso (o ouro) não será o que planejamos", disse.
Após a vitória por 4 a 1 sobre a Alemanha em Xangai, as meninas repetiram a façanha de quatro anos atrás na Grécia, quando foram à final. Naquela decisão, perderam para os Estados Unidos por 2 a 1.
O time não parece incomodado com isso, principalmente depois de derrubar a Alemanha, para quem perdeu a final da Copa do Mundo do ano passado, na China.
A delegação deixou Xangai na manhã de quarta-feira para juntar-se aos atletas do Brasil na Vila Olímpica. Elas chamaram a atenção no Aeroporto Hong Qiao, um dos dois da cidade. Marta andou o tempo todo com um boné enterrado na cabeça. A delegação viajou no mesmo avião que as alemãs, rivais da partida da semifinal. Na disposição dos assentos, o Brasil veio na frente e o time da Alemanha, logo atrás. Elas não conversaram.
O técnico Jorge Barcellos deve receber convite para trabalhar na China. Se ganhar o ouro olímpico, essa possibilidade pode ser antecipada para o fim do ano. A passos lentos, os chineses estão tentando "recriar" o esporte no país. (O Estadão)
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